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O que é?

 

Segundo a International Continence Society (ICS), a incontinência urinária (IU) é definida como qualquer queixa de perda involuntária de urina.

A incontinência urinária é uma patologia muito comum, que afeta muitas mulheres e homens de variadas faixas etárias em todo o mundo, e que gera problemas sociais e econômicos importantes. Muitas pessoas incontinentes isolam-se do mundo, evitando contatos sociais, com medo de perder urina. Muitas também sentem vergonha de falar sobre seu problema com os médicos e familiares, sofrendo caladas.

Atualmente existem muitas formas de curar ou amenizar o problema, e é preciso que as pessoas saibam disso e que procurem ajuda !!!

 

ENTENDENDA COMO FUNCIONA O SISTEMA URINÁRIO:

Para que uma pessoa não perca urina é necessário o funcionamento adequado e coordenado da bexiga (que armazena a urina) com as estruturas uretrais (que eliminam a urina). A pressão na uretra deve ser superior a da bexiga mesmo em situações de esforço como tosse, por exemplo, onde ocorre aumento de pressão intra-abdominal. Se a uretra não se mantiver fechada, ocorre escape de urina em local e hora inadequados.



O assoalho pélvico é composto por vários músculos, que fecham a cavidade pélvica inferiormente sustentando os órgãos situados internamente. A vagina, a uretra e o reto atravessam esse “assoalho” até chegar à superfície. Veja que os esfíncteres são músculos localizados ao redor da uretra e que precisam estar saudáveis (fortes e resistentes) para permitir a oclusão da uretra sob esforço e assim não permitir escapes de urina.

 

 

Tipos de incontinência:

 

Incontinência urinária de esforço: a pessoa perde urina quando realiza algum esforço, como tossir, espirrar, gargalhar, pegar peso. O aumento de pressão intra-abdominal causado nessas circunstâncias provoca a perda de urina, que pode ser em gotas ou até em jatos de maior quantidade.

 

Incontinência de urgência: nesse caso a pessoa sente um forte desejo de urinar e não consegue controlar, perdendo urina antes de chegar ao toalete. Aqui a perda também pode variar de algumas gotas até grandes quantidades.

 

Incontinência urinária mista: aqui há uma mistura das duas citadas anteriormente.

 

Vale ressaltar que a incontinência urinária pode ocorrer também por disfunções neurológicas, como na doença de Parkinson, esclerose múltipla, acidentes vasculares encefálicos (derrames) e nas lesões da medula.

 

 

 

Como diagnosticar?

 

·        Primeiramente se faz uma anamnese, que é a história clínica do paciente e um exame físico, que verifica as condições anatômicas e funcionais do assoalho pélvico.  Nessa etapa do exame é possível observar se ocorre perda de urina durante a tosse ou durante a realização de um esforço, além de ser possível determinar se a uretra ou a vagina sofreram alterações no seu revestimento devido à falta de estrógeno (nas mulheres na fase da menopausa);

·        Não pode ser esquecido o exame de urina para descartar uma incontinência urinária transitória, causada por infecção;

·        Pode ser feita a medida de urina residual através de cateterização (para ver se a bexiga permanece com urina mesmo depois da micção). Essa medida indica se há ou não obstrução ou problema neurológico.

·        Em muitos casos é indicado o estudo urodinâmico, que mede a pressão da bexiga desde o repouso até seu enchimento, avaliando também o fluxo, a capacidade e a sensibilidade da bexiga. Esse exame muitas vezes é necessário para que o médico possa escolher o tratamento adequado.

 


Como tratar?

I)Tratamento conservador:

Fisioterapia uroginecológica

Algumas técnicas usadas pelos fisioterapeutas são os exercícios de Kegel e cinesioterapia, a melhora da postura, o uso de cones vaginais, biofeedback e eletro-estimulação. Essas técnicas permitem o treinamento da musculatura do assoalho pélvico, propiciando ao paciente maior controle e conhecimento dessa musculatura, além de estimular a circulação e inervação local.

Terapia comportamental

Essa técnica inclui algumas mudanças no comportamento como:

·        Aumento gradual dos intervalos entre as micções;

·         Avaliação e adequação da quantidade de líquidos ingerida durante o dia;

·        diminuição do consumo de alimentos e substâncias que irritam a bexiga (café, refrigerantes, álcool, pimenta, frutas cítricas, cigarro);

·        tratamento da obstipação intestinal;

II)Tratamento medicamentoso: há uma grande variedade de remédios para tratar os sintomas da incontinência urinária, mas infelizmente muitos deles ainda apresentam efeitos colaterais que são pouco tolerados pelos pacientes. O importante é haver um rigoroso acompanhamento médico, para que o paciente sinta-se o melhor possível dentro das possibilidades de tratamentos.

 

III)Tratamento cirúrgico: quando o tratamento conservador não for indicado, ou mesmo quando não surtir os efeitos desejados existem muitas técnicas cirúrgicas indicadas para tratar a incontinência urinária. É importante procurar um profissional habilitado que fornecerá as melhores soluções para seu problema, sejam elas conservadoras ou mesmo cirúrgicas.

 

Autora: Juliana Schulze Burti – fisioterapeuta e professora de Educação Física

e-mail: juschulze@gmail.com – site: www.mulhersaudavel.com.br