HOMES E CONTATOS
 ATUALIZAÇÕES DO SITE
M E U S  A R T I G O S
MINHAS ATIVIDADES
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA
 A U F A T I
CINEMA/TEATRO/VÍDEO
CONTRIB.,ARTIGOS,REPORT.
DIA INTERN. IDOSO
EDUCAÇÃO a DISTÂNCIA
EMPREGOS - OFERTAS
EMPREGOS PARA 3ª IDADE
ENVELHECIMENTO
EVENTOS,CURSOS,CONGRES.
F A M A
FARMÁCIAS ALTO CUSTO-Ends.
GOVERNO E COMUNIDADE
LEIS e PUBLICAÇÕES
L I V R O S
MÉDICOS E CLÍNICAS
M E N S A G E N S
MINIST. DA SAÚDE e SITES
OFTALMOLOGISTA
ODONTOGERIATRIA:O QUE É?
ODONTOGERIATRIA
P E S Q U I S A
PORTAL DO CONSUMIDOR
R E C E I T A S
REMÉDIOS GRATUITOS
SAÚDE E ATIVIDADE FÍSICA
21 de setembro...
Água e Envelhecimento
Alergia tem cura sim
Alterar hábito após 60...
Analgésicos fatais
Antidepressivo não normal...
ANVISA alerta sobre...
ANVISA proibe
ANVISA suspende remédio
Artrite e o chá verde
Asma, Bronquite e Rinite
AVC uma doença desconhecida
Boa postura evita dor ...
Bulas de remédio
Cancer de mama...
Cartilha Direito à Saúde
Comer demais causa doença
Como ultrapassar 100 anos
Criança muito iodo
Dengue cresce 45%
Dicas
Dieta x Cérebro
Doença de Parkinson
Doses DMAE e efeito inverso
ENXAQUECA TEM CURA
Genérico x Similar
Hidrovitalis-A terapêutica...
Incontinência Urinária
Menopausa
OMS ALERTA...
Ortomolecular e Rep.Hormonal
Perigo automedicação
Portador de obsessão tem...
Reações alérgicas afetam SN e comp.
Refrigerante e Saúde bucal...
Retenção de líquidos....
Sal aumenta a pressão...
Sardinha é o peixe
Saúde e Direito Humano
Sem tempo ou $ para malhar?
Suspensões:medicamentos...
Terapia do abraço
Trabalhar sentado também...
Transgênicos
Tratamento Oncológico GRÁTIS
Trombose Venosa Profunda
Vacinação Gripe 2009
SEU CURRICULO
S I T E S
SOC. BRAS. ASMÁTICO
UTILIDADE PÚBLICA
A R Q U I V O
LIVROS DE VISITAS/FORUM
   
 




Por Luiz Paulo Juttel
04/07/2008

O brasileiro entende de saúde? Consegue reconhecer os sintomas de doenças com alto grau de mortalidade? Sabe o número que deve ser discado em caso de emergência médica? Uma pesquisa de percepção pública sobre o acidente vascular cerebral (AVC), a doença que mais mata no país, mostrou que a resposta para essas perguntas é não.

Pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto chegaram a essa conclusão depois de entrevistar 801 pessoas de quatro grandes cidades brasileiras: São Paulo, Salvador, Fortaleza e Ribeirão Preto. Aos entrevistados era descrito a cena de um idoso com sintomas claros de AVC. Em seguida, fazia-se uma série de perguntas sobre fatores de risco preponderantes, reconhecimento dos sintomas e reação do entrevistado diante daquela suposta situação de emergência.

Para 22% dos pesquisados, sintomas como dificuldade súbita para falar, andar ou enxergar e fraqueza ou dormência em um lado do corpo não eram considerados sinais de AVC, mas sim de infarto do miocárdio, epilepsia ou câncer. Dentre os que identificaram corretamente a situação, 28 denominações diferentes foram dadas à doença. As mais comuns foram derrame, trombose, infarto cerebral e passamento.


Vítima de AVC em tratamento fisioterápico. Crédito: Doug Mills

O pior, entretanto, não diz respeito à nomenclatura ou reconhecimento dos sintomas de uma artéria cerebral entupida, mas às medidas tomadas pelos entrevistados após este reconhecimento. É que o AVC pede extrema velocidade na chegada do paciente à emergência de um hospital capacitado para atendê-lo. O paciente que chega depois de passadas três horas do surgimento dos sintomas iniciais aumenta muito o risco de morte ou seqüelas permanentes.

Ao perceber que alguém teve um AVC, mais da metade dos entrevistados (51%) tomaria a atitude correta que é ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Tudo bem até aí, se não houvesse um porém. É que, ao se questionar qual o número de atendimento do Samu, 65% não souberam responder ou citaram números diferentes de 192 ou 193 (varia conforme o Estado). Houve inclusive quem citasse 911 (2% da amostra), número utilizado para emergências nos EUA e outros países.

Zona de penumbra e novos tratamentos

Até 10 anos atrás era comum ver um paciente com AVC largado em algum canto do hospital. Os médicos diziam que não se tinha o que fazer, pois não havia tratamento para essas pessoas. No máximo se prescrevia algumas sessões de fisioterapia para tentar melhorar as limitações físicas impostas pelas seqüelas.

Hoje o cenário mudou drasticamente. De 2000 para cá, muitos pacientes brasileiros com AVC já podem contar com o trombolítico Alteplase (TPA), uma substância aplicada na artéria ou veia do paciente que restabelece o fluxo sangüíneo para a região cerebral afetada.

“Nos casos em que ocorre a desobstrução da artéria com trombolítico, em menos de três horas, parte da região afetada pode voltar a funcionar e os sintomas tendem a regredir ou desaparecer. Essa região recuperada é freqüentemente denominada zona de penumbra”, diz Octávio Pontes Neto, coordenador da pesquisa da USP.

Estudos mostram que o TPA diminui em 30% o número de pacientes incapazes ou com seqüelas. Infelizmente, o uso medicamento possui um risco de hemorragia intracraniana que varia entre 3 e 6%. Isso faz com que apenas 5% dos atuais pacientes se encaixem nos rigorosos critérios de seleção.

“O principal problema de não conseguirmos aumentar o número de pacientes trombolisados no Brasil é a lógica de atendimento do SUS e falta de equipes de AVC nas emergências dos hospitais”, disse Viviane Flumignano, coordenadora do Serviço de Doenças Cerebrovasculares do HC da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo ela, um paciente com AVC não pode passar por um posto de saúde primeiro, como é a prática no sistema de saúde público, para depois ser levado a um hospital referência. “Perde-se muito tempo nisso e quando o paciente chega não há mais nada que possamos fazer”, lamenta.

O segredo consiste em uma ação conjunta, dizem os neurologistas da USP de Ribeirão. Quem percebe uma pessoa com AVC deve comunicar imediatamente o Samu. Os paramédicos precisam estar treinados para levar o paciente no menor tempo possível a um hospital com um neurologista de plantão 24h. Só assim teremos condições de aumentar o número de pacientes trombolisados e, quem sabe, diminuir a quantidade de mortos por essa doença.