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Há necessidade de capacitação de docentes e orientadores acadêmicos na didática para EaD, pois para muitos a EaD é fácil, só fazer a matrícula e pegar o diploma. Infelizmente, também cabe aos Coordenadores e Tutores terem essa transformação de pensamento para poderem passar aos seus educandos.

A forma como hoje se organiza a sociedade leva o indivíduo a indiferenciar-se na população, esquecendo-se de suas necessidades, das características peculiaridades, levando-o muitas vezes à esquecer-se de si mesmo.

Isso faz com que cada vez mais os jovens percam a capacidade de perceber os problemas e de escolher os conhecimentos de modo coerente e consistente.

A alienação frente ao mundo pode ser agravada pela superficialidade e excesso de quantidade de informações cujo acesso é proporcionado pela internet.

No entanto, a internet, por outro lado, pode ser um meio excepcionalmente rico em informações sobre fatos das mais diferentes partes do mundo, o que amplia consideravelmente o conhecimento, desde que o usuário tenha desenvolvido uma referência crítica sobre as fontes que lhe fornecem os dados.

Surpreendentemente, Rousseau (Fogaça, 2000, p.23), apesar da distância temporal entre o momento atual e suas obras, pode mais uma vez ajudar-nos a compreender a função da educação:

 

“As boas instituições sociais são aquelas que sabem melhor destrinchar o homem, retirar-lhe sua existência absoluta para dar-lhe uma relativa, e transpor o seu “eu” para a unidade comum; de sorte que cada peculiaridade não seja única, mas parte da unidade, e só seja detectada no todo “[1](tradução da autora)1

 

Pode-se concluir, a partir de Morin e Rousseau, que a educação deve ajudar o sujeito a integrar-se no todo social, ao mesmo tempo em que se sente reconhecido como sujeito único, que só se torna único por interagir com o Outro.

Frente a mudanças constantes, a educação deve ser flexível com a recepção do novo, fazer a nova leitura da realidade e, como aponta Demo (In, Knechtel,2010) desconstruir e reconstruir para se adaptar.

A EaD, dentro dessa concepção, apresenta, a possibilidade de atingir pessoas de regiões distantes e distintas e em momentos diferentes, que podem interagir e produzir novas aprendizagens. A educação é um processo em constante construção, o que requer que o professor desenvolva um consistente embasamento científico e didático para acompanhá-la.

A atenção dos educadores deve fazer-se de modo a proporcionar uma relação educativa, democrática, pluralista, crítica e participativa que supere a dicotomia professor-aluno, eliminando a tendência de que o professor seja o eixo central do processo educativo e o aluno relegado a um mero receptor.

Podemos dizer que na EaD esse objetivo acontece, uma vez que o aluno tem que criar sua autonomia na aprendizagem, diferente da aprendizagem de bancos escolares.

Maffesoli (Moser, 2010, p.15) refere-se ao descompasso entre o pensamento e as pedagogias abstratas que são ensinadas na universidade e a realidade, dificultando aos professores a aplicação das teorias pedagógicas.

            Dificilmente o professor sai de uma faculdade pronto a lidar com a realidade da sala de aula e até, muitos anos depois de formado, não consegue colocar a teoria em prática. O interessante é que quando ele é o aluno, questiona esse olhar do professor em relação a ele.

Daí a importância da constante atualização profissional, já que a educação é permanente e mutante. É preciso ao professor ter consciência de que ele não anda na frente, mas sim ao lado do aluno, o que significa que a troca do saber tem de existir sempre.

Adaptar-se a realidade não é aceitá-la sem questionamento. Eric Kandel (Moser, 2010) ao estudar a longevidade conclui que o uso da internet pode ter efeitos desastrosos, sobretudo, tirando de seus usuários a faculdade de um relacionamento face a face, isso é de suma importância, pois sabe-se que a integração do homem ocorre, não só por motivos externos, mas nas relações sociais estabelecidas entre eles.

Sabe-se que as perdas sociais, de um modo geral, conduzem às inadaptações sociais. O excesso de uso da internet pode levar as pessoas, e especialmente o idoso que já tem uma tendência, ao isolamento.

Por outro lado, Jack Messy (Fogaça, 2000, p.29) aponta que a reação mais natural em relação a uma perda é a substituição que deve acontecer a partir do interior do indivíduo. Para ele, uma perda nem sempre é um término, muitas vezes engendra uma aquisição.

Sob esse olhar, o uso do computador, assim como tudo na vida, deve ser moderado. Nesse sentido, a educação como mediadora da forma de se estar no mundo deve preparar seus alunos para substituir a perda por uma aquisição, ou seja, a encontrar novas formas de relações sociais.

Não podemos negar que seja uma geração em que a curiosidade “corre na veia”, mas muitos não conseguem concluir aonde querem chegar. Talvez seja o excesso de informação.

É muito fácil no virtual, demonstrar-se o que não se é. Pode-se observar hoje a grande quantidade de pessoas que inserem dados falsos nas redes sociais, como por exemplo idade, fotos, profissão, etc. E no entanto o fazem com segurança e desenvoltura nas conversas virtuais. Mas será que face a face isso acontece?

A mídia virtual tem por objetivo a transmissão rápida de conhecimentos superficiais, sendo muitas vezes vazia de credibilidade científica, de autores reconhecidos, de profundidade.

Como afirma Morin:

O ser humano ao mesmo tempo natural e sobrenatural, tem sua origem na natureza viva e física, mas emerge dela e se distingue dela pela cultura, o pensamento e a consciência.

Os pensamentos fracionais, que fragmentam tudo o que é global, ignoram por natureza o complexo antropológico e o contexto planetário. Mas não basta levantar a bandeira do global, é próprio associar os elementos do global numa articulação organizada, é preciso contextualizar o próprio global.  (Fogaça, 2000, p.21).

 

A sociedade do conhecimento que caracteriza nossa época esquece-se de que não somos cronos (o tempo cronológico que comanda o início e o fim das nossas atividades, a nossa rotina) somos kairós (o tempo psicológico que representa o prazer de viver de transformar sonhos em realidade), termos utilizados por Joel Martins (ibidem). Não pode ver o indivíduo como algo fragmentado, como parte, e sim como uma totalidade.

A escola, como instituição que representa a sociedade, deve respeitar a individualidade do aluno, o seu tempo, o seu espaço, pois cada um traz sua bagagem de vida.
[1] ...Les bonnes institutions sociales sont celles que savent le mieux dénaturer l’homme,lui ôter son  existence absolue pour lui em donner une relative, et transporter le moi dans l’unité commune; em sorte que chaque particulier ne se croye plus um, mas parte de l’unité, et ne soi plus sensible que dans le tout. (Rousseau.1969,p.249)

 

Parte do trabalho exigido no Curso de Especialização para Formação de Docentes e Orientadores Acadêmicos em EaD, pela Universidade Internacional de Curitiba - 2011 - Cristina Fogaça.