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Quando as pessoas escolhem o nome para uma pessoa, muitas vezes não têm a idéia do quanto é importante e pesado para quem irá levá-lo para o resto da vida.

O nome da gente, de uma pessoa, é uma propriedade – se podemos dizer assim – que ninguém nos tira e que nos dá muita responsabilidade, muita carga, muito peso, muita leveza, muita personalidade, muita expectativa dos outros em relação a nossa pessoa e muito de nós em nós mesmos.

Durante uma aula sobre IDENTIDADE, no primeiro instante, fiquei pensando o que poderia dizer em relação ao meu nome. Esperei os outros começarem para poder observar o que mais eu poderia observar em relação ao meu nome.

No começo, foi difícil. Depois fui associando, pensando, lembrando, conforme cada um relatava a respeito de seu próprio nome. Aí foi fácil. Até achei engraçado quando veio a parte de escrever o artigo em relação ao nome e meus colegas perguntaram “quantas páginas”, quantas linhas”, pois a “Cristina escreve muito”. Não estou preocupada com a quantidade, mas sim com o que em conseguir me lembrar, sem forçar. Vamos lá.

Primeiro, meu nome de solteira: Maria Cristina Costa Carneiro Braga  sempre era chamada por Cristina e quando meu pai chamava Maria Cristina, era bronca na certa. Não gostava do “Carneiro” porque meus colegas de infância sempre tiravam o maior sarro, faziam brincadeiras, imitavam o animal e eu jurei que se um dia me casasse, tiraria o Carneiro. Tiraria o “Maria” também pois Maria era, ainda é, sinônimo de barbeira, mulher de feira, mulher burra e outras “qualidades” não desejáveis, mas Maria não pude tirar.

Aí casei-me e passei o nome para Maria Cristina Costa Braga Hortelli Fogaça.

Hoje às vezes sou Maria Cristina Fogaça, às vezes sou Maria Cristina Costa Braga e as vezes sou meu nome completo.

No começo de casada, continuar a ser Maria Cristina Costa Braga, me incomodou muito, pois achava que já havia me casado e que deveria ser chamada pelo meu sobrenome de “senhora”. Mas devido meu sobrenome de solteira estar relacionado com o meu trabalho, minha escola, continuei e ainda continuo muitas vezes a ser chamada pelo sobrenome de solteira. Hoje isso já não me incomoda. Muitas vezes, pelo contrário, abre as portas profissionalmente para mim. Mas confesso que até eu me firmar profissionalmente, por em mesma, sem ser a filha da dona da escola, isso me incomodou e atrapalhou muito. Apenas as pessoas que não relacionam meu sobrenome com a escola, chamam-me pelo meu nome completo de casada. Mas já superei essa fase.

Os nomes dos meus filhos, escolhemos sabendo o significado e imaginando como seria cada um deles, mas deixando que cada um seguisse seu futuro e destino por conta, sem que o nosso sobrenome “pesasse” profissionalmente para eles, e esperamos que consigam. Na época escolar, assim como para mim, para eles, muitas vezes ser o filho do dono atrapalhou, tanto que um dos meus filhos acabou saindo da escola antes de terminar o primeiro grau, indo para outra escola onde ele seria apenas um aluno. Hoje já superaram, aprenderam a trabalhar com isso. Mas não é fácil. Nome é coisa séria. (2000)

cristinafogaca@terra.com.br

 Autorizado a utilização do texto desde que citado fonte e autor.

09/08/06