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Faculdade para Terceira Idade.

Possibilidades de mudanças de

comportamentos para uma sociedade que encvelhece

A maioria das pessoas que as freqüentam a Faculdade para Terceira Idade chegam sem grandes perspectivas pois geralmente são pessoas que estão  vazias, envolvidas pelas doenças, depressão, medo e a solidão. Esses fatores estão presentes na vida das pessoas e independem do nível sócio-econômico ocupado.

Após alguns meses da participação desses idosos na Faculdade verifica-se uma maior auto-aceitação, auto-valorização e claramente o reconhecimento que vem dos outros, parentes e amigos em relação a estes idosos.

.Respondendo no sentido de uma maior consideração pelos idosos as Universidades, Faculdades, Grupos para Terceira Idade, apresentam-se como importantes alternativas. Entendemos que as perdas sociais nesses espaços novos de aprendizagem e sociabilidade podem ser minimizados e assim a morte social e psicológica do velho atenua-se  ou até deixa de existir.

   As pessoas devem ser orientadas para essa etapa da vida, portanto o planejamento é de suma importância para o envelhecimento .

            A partir do contato com a realidade que diz respeito ao velho a construção do envelhecimento se faz de forma mais natural e não como algo horrível que possa acontecer na vida do indivíduo.

  É importante que o indivíduo saiba que ele continua como um "ser social" e não apenas um vegetal. É preciso que haja uma transformação do pensamento a respeito de velhice e envelhecimento para que possamos fazer as mudanças necessárias, em todos os sentidos, para uma percepção de que somos seres “contínuos” e não “algo fragmentado”. Essa transformação de pensamento pode ser observado em alguns  depoimentos de  alunos da Faculdade Aberta para a Terceira Idade Costa Braga.

....Vim e me encontrei. Soube quanto tempo perdido! Quantos anos amargurados, como numa peça de teatro eu estava, sem sentido, vazia. Realizava minhas obrigações. Chegando no fim do dia, sem nada de positivo para observar. A Faculdade abriu-me uma porta. Porta essa que me fez ver um clarão de bondade, amor, compreensão, companheirismo, amizade, abrangendo um universo que eu havia esquecido, ou talvez até desconhecido para mim. Trouxe uma vida nova. Os caminhos se abriram para um futuro que eu pensava não mais existir.....(Lia)

Devo minha nova vida a essa Faculdade, que me fez sentir gente novamente .(Marília)

                     ......Em suma, todas as matérias e trabalhos tiveram uma efetiva serventia: de uma parte para iluminar nossas mentes e, de outra, para tirar-nos do marasmo em que nos encontrávamos, desconhecendo mesmo as nossas possibilidades que se mantinham cobertas. Prosseguindo nossas observações, tudo nos leva a crer que o curso que ora completamos foi uma abertura maravilhosa para nossas mentes e nosso comportamento....(José Gualberto)..

 

            Alunos da Faculdade encaram que o envelhecer não é uma parte negra da vida do ser humano; que pode se envelhecer sem ficar doente, continuando ativo  que não está perto da morte só porque os filhos cresceram ou porque se aposentaram ou qualquer outro motivo.

Parece haver uma nova tarefa humana a ser concretizada, após a independência dos filhos e a aposentadoria. É uma tarefa onde a deliberação pessoal conta muito e nesta nova proposta educacional surge um novo conceito educacional: a Gerontologia. Um novo conjunto de orientações e oportunidades assumidas pelo indivíduo, e ou, facultadas pelo meio, deverá produzir alterações na identidade. Novos papéis sociais e o fortalecimento de funções pessoais conquistados graças ao tempo livre serão possivelmente os novos instrumentos de reinvenção da identidade.

Tão importante quanto trabalhar com os alunos da FATI é trabalhar com as pessoas que com eles convivem, para entenderem o que acontece e o porquê das mudanças.

Analisando a mudança de comportamento observado em nossos alunos, percebemos uma mudança que talvez estivesse levando conflito para dentro de casa e aí veio a idéia de trabalhar junto com as pessoas que convivem com as pessoas da terceira idade, passar uma noção para conseguir entender nosso trabalho e a mudança do idoso.

Realizamos a reunião, com os familiares para um trabalho de avaliação de como eles vêem o idoso após sua entrada na Faculdade.

Esta reunião contou também, com a presença da diretora, da coordenadora e de dois psicólogos/professores da FATI.

Diz ela: minha mãe mudou completamente. Vestia-se como velhinha, chegava na mesa no almoço de domingo e dizia, “ah! Deixa prá lá”. Agora, enquanto não é ouvida, ninguém consegue falar. A minha mãe hoje diz: “espera aí que eu estou falando”. Então ela mudou completamente. Meu pai, que é médico, já tentou, aliás conseguiu no semestre passado, boicotar minha mãe e não pagou a mensalidade e tirou ela daqui. Passaram seis meses e ela disse: ‘dá licença que eu vou voltar’ e ela voltou e está aqui. É uma experiência muito legal. Diz a Filha de uma aluna.

Ressaltei na reunião que as características dão os parâmetros pré-estabelecidos que vovô e vovó estão prontos para olhar netos precisam ser alterados. Vovô e vovó têm “outras coisas” para realizar e viver. Podem ser vovô e vovó, mas não precisam executar esses papéis 24 horas do dia.

Isso implica em mudanças que vão desde avaliação dos problemas de saúde até aqueles relativos aos relacionamentos. Os problemas relacionados com saúde, melhoram e muitas vezes até deixam de existir, As relações familiares sofrem transformações satisfatórias tanto para o idoso quanto para os que com ele convivem e há também um novo engajamento social.

Aprsento alguns depoimentos das alunas em relação a distinção entre o que significa ser idoso e o que significa se velho.

M.ª LUIZA - 60 anos – aluna FATI

 Eu prefiro a palavra velho, não idoso. O idoso tem impressão que você está  tentando contornar o assunto, a questão. Eu sou mais direta: é novo, é velho, é meia idade. Por que não adianta falar nossa como você está bem, como você está conservada. Coisa conservada é uma coisa velha. Quando você abre o  freezer e tira uma carne que passou três meses congelada não é a mesma coisa que chegar com uma carne fresca do açougue. Então não é uma coisa nova, ela foi só conservada. È uma maneira meio carinhosa de chamar o velho de idoso.

NEIDE - 60 anos – aluna FATI

Eu acho que o velho é o acabado e o idoso é aquele ainda que está batalhando, tem mais perspectiva de vida.

EVA - 66 anos – aluna FATI

Eu ouço muito sobre isso. Eu ouço muito falar sobre isso. Quer dizer você ser idoso ou velho, né? Um certo preconceito. Eu acho que não. Eu acho que é um problema assim de a idade cronológica. Agora o resto qual é o idoso, qual é o velho? Eu não fico preocupada com isso.

A FATI nesse momento é sempre colocada como tendo um papel importante na mudança da vida das entrevistadas. Elas ressaltam que o convívio social e as reflexões que fazem mudaram muito seu modo de pensar sobre a velhice.

Todas foram unânimes em responder que a FATI contribuiu muito na vida delas, levando a uma mudança de comportamento, de pensamento e de vida e de encarar o próprio envelhecimento e a revalorização delas por elas mesmas e pela família.

As Universidades, Faculdades ou Grupos para a Terceira Idade hoje apontam uma nova resposta que se coloca para alterar este quadro negativo reservado para o velho.

IBGE informa: Menos jovens e mais idosos.A queda combinada das taxas de fecundidade e mortalidade vem ocasionando uma mudança nas estrutura etária, com a diminuição relativa da população mais jovens e o aumento proporcional dos idosos. Se em 2000 o Brasil tinha 1,8 milhão de pessoas com 80 anos ou mais, em 2050 esse contingente poderá ser de 13,7 milhões.

 Não podemos ignorar tal fato e pensar que não temos nada com isto, é o nosso futuro que está em jogo! A sociedade necessita criar um novo conceito sobre o VELHO,A VELHICE E O ENVELHECIMENTO.