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A MÍDIA E O IDOSO

 

Tudo que se relaciona a idoso é sempre levado para o lado da gozação, pejorativo.

Essa falta de crédito em relação ao idoso faz parte de nossa cultura onde tudo de bom é para o jovem e o de ruim é só para o velho. Quando algum idoso sai do “padrão”, todos levam o caso com uma mistura de repulsa e fascinação geralmente reservadas só para o bizarro e o extraordinário.

Produtos sociais, como por exemplo: a literatura, a TV, as produções de humor e os cartões de aniversário devem ser considerados como reflexos determinantes de atitudes em relação ao velho, à velhice e ao envelhecimento.

A velhice é socialmente construída. A divisão de idoso varia de sociedade para sociedade. Como diz Simone de Beauvoir: “ o que define o sentido e o valor da velhice é o sentido atribuído pelos homens á existência, é o seu sistema global de valores. Se quisermos desvendar este segredo, muitas vezes cuidadosamente oculto, devemos atentar para o modo como esta sociedade trata seus velhos”.

Se o número de idosos tende a aumentar, e se os idosos podem continuar seu desenvolvimento, espera-se maior pressão e maior reivindicação sobre a qualidade de sua auto-expressão e do seu desenvolvimento. Devemos lembrar que a participação do idoso nas mudanças é muito importante.

É importante deixar bem claro que não basta que cada vez mais se formem técnicos, especialistas, políticos pessoas interessadas em trabalhar JUNTO com o idoso se o PRÓPRIO IDOSO não participar, não atuar pois ÊLE é o protagonista da história e somente através de sua participação e seu envolvimento e contribuição, que essa mudança ocorrerá.

Seria importante que as estórias em quadrinhos mostrassem idosos mais constantemente, mostrando a importância do idoso.

Luiz Celso Piratininga, disse num debate realizado na Faculdade Costa Braga, que quem não respeita o idoso não é a publicidade, é a sociedade que não respeita ninguém, só o capital. Só o idoso, os grupos de estudos, os especialistas que poderão mudar essa imagem. Todos devem lutar contra a disseminação da imagem inadequada do idoso na sociedade. O idoso é consumidor e como tal deve ser respeitado, independente de terem esses consumidores uma renda média, individual menor do que outras faixas ou segmentos de mercado. Muitas vezes é a própria família que não vê o idoso (a imagem), não é a mídia. De um modo geral não se tem conhecimento sobre dados estatísticos de envelhecimento pelo pessoal da mídia, talvez o não reconhecimento com o idoso venha daí. Ainda se tem a idéia que produto para idoso não dá dinheiro. Tanto a educação quanto os meios de comunicação exercem papéis fundamentais e influentes na formação do indivíduo. A publicidade pode ser a arma mais poderosa que os idosos deveriam utilizar a favor próprio.

Mas também precisamos ver as coisas com outros olhos.

Estamos tão acostumados a sentarmos a assistirmos TV, que muitas vezes falamos mal da programação e nem percebemos quando algo bom é transmitido. Não paramos para uma reflexão. Aliás acho que na maioria das vezes, apenas “vemos” TV e não assistimos.

Mas no ano de 1996 e no início de 1997, uma certa rede de TV passou uma novela, que milhões de pessoas assistiram como mais uma novela qualquer.

Eu também assisti a alguns capítulos e fui observando não a história, o enredo, mas como o autor e os diretores e os próprios atores apresentaram seus personagens.

Talvez para muitos tenha sido banal esse meu comportamento.

Porém, em minhas observações, depois de muito tempo vi algo que não aparecia tão positivamente em programas de TV. A valorização do idoso. Você observou isso?

A novela foi O Rei do Gado, o autor Benedito Ruy Barbosa, o ator Raul Cortez e o personagem, o Jeremias.

Nessa novela, foi ao contrário e talvez quase ninguém tenha observado isso.

Jeremias era um idoso, independente, sozinho, sensual, usava bengala, mas isso não o atrapalhava em nada, fazia planos     para o futuro, trabalhava sua sensualidade, tinha até olhar de “maroto” e amava.

Quer coisa mais bonita do que alguém mostrar um idoso como pessoa “normal” e “sadia” (horrível falar assim, né?) já que o envelhecimento é próprio da pessoa e não algo ruim ou horrível?

Após assistir ao último capítulo, sentei e comecei a escrever para o autor sobre o belo trabalho que realizou e principalmente porque colocou o idoso em alto, valorizando-se, atuante e não uma pessoa infantilizada, boba ou qualquer outra imagem pejorativa.

Escrevi para o autor e o ator cumprimentando-os pela valorização que fizeram do idoso.

Não importa se era ou não esse o objetivo deles, mas talvez até sem perceberem, isso foi passado para as pessoas, ou talvez apenas eu pude observar estes detalhes, pois tudo que fale a respeito do idoso, me chama atenção. Quem sabe já virou mania de Gerontóloga. Não importa, ma se já colocaram-nos com outro comportamento é sinal que, mesmo inconsciente, já mudaram a imagem que tinham.

Maria Cristina Costa Braga Hortelli Fogaça

Diretora da Faculdade Aberta para a Maturidade Ativa

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