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O envelhecimento não é um fenômeno biológico, fisiológico sobre o qual podemos meramente, agregar os aspectos sociais, culturais e psicológicos. Todos estes elementos estão intrínsicamente relacionados e em recíproca inter-relação. As alterações e modificações que afetam o funcionamento físico ou psíquico do organismo humano, conforme o contexto social e cultural, podem ser ou não valorizadas e conferir ou não posição de destaque ao seu portador. Em todas as sociedades, os seres humanos, enquanto característico universal da espécie nascem, ficam adultos, envelhecem e morrem, mas o que é variável é o modo como as diversas sociedades e culturas trabalham com esses momentos da vida. São diversos os modos como se constrói e se percebe essas etapas e, como decorrência, vamos ter inúmeras formas de percepção não só da velhice como também de outros momentos de nossa existência
A organização social vai determinar para cada época um estatuto diferencial para a idade. O momento histórico que irá trazer grandes modificações para aquelas pessoas que foram enquadradas na classe ou grupo de pessoas velhas, será aquele em que as sociedades passam a se estruturar por meio de contradições a nível de acumulação privada de bens, riquezas e propriedades. Os destinos das pessoas de idade passam a depender da acumulação privada de bens, que vão determinar a miséria de uns e a possibilidade para outros de uma vivência protegida e cercada pelos laços familiares. Nesse momento, a equivalência entre acumulação de experiência e conhecimento sociais, que nas sociedades “primitivas” está ligada à progressão da pessoa nas etapas do ciclo vital e que, em muitos casos, proporciona uma posição de destaque no sistema de status, é rompida. Esse rompimento irá se colocando de forma diferenciada, embora cada vez de modo mais claro, à medida em que a propriedade e acumulação passam a determinar mais e mais os destinos e a valorização social das pessoas.

CULTURA:É O PRODUTO ACUMULADO DE QUALQUER COLETIVIDADE HUMANA, TRANSMITIDA DE ALGUMA FORMA ATRAVÉS DE GERAÇÕES. A ORGANIZAÇÃO DESTA SOCIEDADE É UM DESTES PRODUTOS E O QUE IMEDIATAMENTE NOS SALTA À VISTA.
Para examinar a realidade e o significado da velhice, é necessário conhecer em diferentes épocas e lugares, no conjunto daquela sociedade, qual o lugar nela atribuído aos velhos.

SOCIEDADES PRIMITIVAS
Em muitas sociedades a experiência e os conhecimentos acumulados constituem um trunfo para os velhos mas, em algumas delas, em algumas circunstâncias, não é suficiente para lhes garantir um lugar abrigado que lhes permita morrer nela amparado pelos demais.
Frazer aponta para a tendência de toda a sociedade: VIVER E SOBREVIVER. Nesta posição ela exalta o vigor e a fecundidade associados no ciclo de vida à juventude, enquanto teme o desgaste, a esterilidade da velhice. Em comunidades onde o chefe é a encarnação da divindade, muitas vezes ao manifestar sinais de declínio ele deve prontamente ser sacrificado e novo chefe deve ser investido de poder e prestígio, pois se as forças da divindade se esgotarem com ele, o mundo rapidamente pereceria.
Entre os Dinda, segundo Frazer, algumas pessoas idosas em uma tribo são responsáveis por fenômenos e atividades consideradas essenciais à coletividade - a chuva, a caça, a pesca etc. Se mostrarem sinais de fraqueza são enterrados vivos - cerimonial ao qual eles se prestam voluntariamente - pois estão transmitindo a outros, antes que declinem, poderes necessários à sobrevivência da coletividade. As cerimônias fúnebres nestes casos representam pois uma festividade, um rejuvenescimento do princípio vital.

OS MITOS E RITUAIS DE REGENERAÇÃO
Inúmeros ritos têm por objetivo apagar o tempo decorrido e reiniciar uma existência livre do peso dos anos. As festas de passagem de ano e Ano Novo são o nosso rito atual. Nas monarquias européias existe o: “O rei está morto. Viva o rei”. No culto Xintoísta no Japão os templos devem ser reconstituídos a cada 20 anos; sua decoração e mobiliário mudados. É uma demonstração de ligação do indivíduo ao mundo todo: reconstituindo o edifício fortalecem-se o sa laços dos homens comas divindades. Algumas comunidades simulam expulsar os idosos de seu seio, protegendo-o da deterioração da velhice e fazendo aliança com a juventude (serrar a velha - bonecos).
Como se vê, para muitas comunidades o passar do tempo pode provocar o desgaste da natureza. Não vislumbram um porvir diferente, mas procuram se apegar a um passado reverenciado, segundo o qual se modela o presente.
Quando o velho não significa o envelhecimento do grupo, não existe razão para suprimí-lo. Ele terá um status de acordo com as circunstâncias. Em uma sociedade que cultua a produtividade se ele se torna improdutivo, também se torna um fardo. Mas, ao decretar o destino do velho, o adulto estará determinando seu próprio futuro e portanto também deverá levar em conta seu interesse a longo prazo.
Entre os mitos engendrados por uma coletividade e seu comportamento pode haver muita coincidência e pode haver muita distância. No campo que se refere ao tratamento dado os velhos, muitas sociedades primitivas enaltecem a velhice e o velho enquanto, na realidade seu tratamento não condiz com estes prepostos ideais. Há deuses muito velhos, muito sábios, ou que inventaram culturas agrícolas, pecuárias ou artesanatos da maior importância para a nação e como tal são consagrados nos mitos e lendas. Mas muitas vezes as condições precárias de vida, a imprevidência, o clima, trazem a urgência do presente, e então passado e futuro desaparecem, permanecendo apenas a necessidade de sobrevivência no presente. Sociedades nômades, coletoras, vivem geralmente sob estas condições, e aí o xamanaísmo, a magia predominam. As condições de extrema miséria sufocam os sentimentos. Quando a sobrevivência de uma coletividade depende dos mais aptos, os mais fracos são deixados à míngua ou mesmo sacrificados. 
Muitas sociedades respeitam as pessoas idosas enquanto estas se mantém robustas, lúcidas e desembaraçadas, não tendo porém escrúpulos em se livrar delas quando se tornam decrépitos e caducos. Para muitas destas comunidades a pessoa velha e doente está mais perto da morte e portanto está em perigo e é perigoso para os demais. Ao se livrarem dela estão ajudando a manter a coesão da comunidade, definindo o mundo dos vivos e o dos mortos. Para a maioria destas comunidades primitivas o indivíduo que envelhece ao envelhecer são liberados de muitas restrições anteriores, como o acesso a determinados lugares, o convívio com o outro sexo, sem as restrições anteriores, a participação em alguns assuntos reservados a poucos, o acesso a práticas e conhecimentos que podem dar poder. Este trânsito livre e o conhecimento que dão poder podem levar as pessoas a respeitarem os idosos ao mesmo tempo que os levam a temê-los. A mulher não mais fértil, o homem impotente, podem passar para outra categoria, diferente do adulto, onde obrigações anteriores não mais existem e novas atividades e atributos estão ao seu alcance. Mas o progressivo envelhecimento ou às vezes o abuso dos velhos podem levar os jovens a desejarem se livrar deles.
Há também, no entanto, algumas sociedades que apesar de viverem nas mesmas precárias condições, reservam para os idosos posições de prestígio e tratamento carinhoso e diferencial. Há mesmo uma ênfase em preservar o poder através da posse e através da autoridade sobre familiares e mesmo sobre outros membros do grupo. Na interpretação de Simone de Beauvoir estas coletividades estão agindo desta maneira porque avaliam sua própria posição e tratamento na velhice e portanto estão sendo prudentes em matéria de organização social, garantindo seu futuro tanto individual como coletivo. Também em algumas comunidades o velho é abrigado e respeitado por seus conhecimentos essenciais(artesãos, caçadores, agricultores etc.) à manutenção e sobrevivência do grupo. Vivendo em ambientes hostis ou parco de recursos o conhecimento que os mais velhos podem transmitir passa a ser de vital importância. Em outras culturas, aos velhos compete tarefas importantes como a marcação do tempo, nomear as crianças que nascem, recitar a geanologia para indicar adequadamente o papel e o lugar do indivíduo dentro de seu mundo, transmitir as lendas, e mitos e todo um conjunto que mantém a identidade daquele povo. Em algumas comunidades este poder pode ser tão grande que eles não ensinam, tendo reservado para si alguns segredos que só são transmitidos na hora morte. É uma maneira de se preservar evitando a destituição do poder.
Nas sociedades primitivas os velhos são pouco numerosos e, por isso mesmo, em muitas delas, eles são preciosos e respeitados por sua experiência, principalmente pelo fato de serem eles que, freqüentemente, detêm o saber social e o conhecimento místico, sendo inclusive, temidos por sua proximidade com os ancestrais. Todavia, apesar disso, é variável o “status” ocupado por aqueles que são definidos como velhos. Existem sociedades em que as pessoas enquadradas na classe ou grupo de idade dos anciãos são poderosas na África, as quais alguns autores não hesitam em classificar em “gerontocráticas”. Em outras palavras, os velhos, além de não terem poder, podem ser até abandonados em situações em que o grupo enfrenta como fome, penúria etc.

SOCIEDADES CAPITALISTAS
Eclea Bosi, ao analisar a velhice a velhice na sociedade industrial, fornece-nos um bom material para que possamos refletir sobre esta questão. A sociedade capitalista é que promove a degradação da força de trabalho, desgasta-a e consome-a. A idade é utilizada como critério de desvalorização social. A sociedade justifica a opressão a que os velhos são submetidos através de vários mecanismos, como por exemplo, a produção de pesquisas pseudocientíficas que atestam a incompetência social do velho e que encontram uma pretensa fundamentação a nível natural e biológico para desvalorizá-lo, o despojamento do velho através de mecanismos psicológicos que colaboram para construir uma auto-imagem negativa, os asilos que lhe tiram toda a criatividade e os força a um comportamento padronizado, a recusa ao diálogo e a reciprocidade por parte das pessoas mais novas etc.

                        Observemos o seguinte texto da autora:
         “Quando as mudanças históricas se aceleram e a sociedade extrai sua energia da divisão de classes, criando uma série de rupturas nas relações entre os homens e na relação dos homens com a natureza, todo sentimento de continuidade é arrancado de nosso trabalho. Destruirão amanhã o que construirmos hoje. A sociedade rejeita o velho, não oferece nenhuma sobrevivência à sua obra. Perdendo a força de trabalho ele já não é produtor nem reprodutor. Se a posse, a propriedade, constituem, segundo Sartre, uma defesa contra o outro, o velho de uma classe favorecida defende-se pela acumulação de bens. Suas propriedades o defendem da desvalorização de sua pessoa. A noção que temos de velhice decorre mais da luta de classes que do conflito de gerações”.

 

O livro de Eclea Bosi abre um caminho fecundo para os trabalhos sobre a memória. As lembranças, as memórias de velhos tornam-se, assim, um material de extrema importância dentro de uma sociedade como a nossa com brutal concentração de capital e aceleração das forças produtivas,o sentido de continuidade é arrancado de nossas vidas.. Este ângulo não escapa à Marilena Chaui a qual...

     “...por que temos de lutar pelos velhos? Porque são a fonte onde jorra a essência da cultura, ponto onde o passado se conserva e o presente se prepara, pois, como escrevera Benjamim, só perde o sentido aquilo que no presente não é percebido como visado pelo passado...    a função social do velho é lembrar e aconselhar - memini momeo - unir o começo e o fim, ligando o que foi e o por vir. Mas a sociedade capitalista impede a lembrança, usa o braço servil do velho e recusa os seus conselhos... a sociedade capitalista desarma o velho mobilizando mecanismos pelos quais oprime a velhice, destrói os apoios da memória e substitui a lembrança pela história oficial celebrativa”

No capitalismo, portanto, a acumulação de bens constitui-se a marca que pesa sobre os destinos humanos.
O papel de memória da comunidade e de transmissor da cultura em geral apareceu mais nas sociedades que preservam seus velhos.
Não são razões econômicas, nem o fato de ser mais primitiva ou mais elaborada uma cultura, o que leva a tratar os velhos desta ou daquela maneira.
                        “O QUE DEFINE O SENTIDO E O VALOR DA VELHICE É O SENTIDO ATRIBUIDO PELOS HOMENS À EXISTÊNCIA, É O SEU SISTEMA GLOBAL DE VALORES. SE QUISERMOS DESVENDAR ESTE SEGREDO, MUITAS VEZES CUIDADOSAMENTE OCULTO, DEVEMOS ATENTAR PARA O MODO COMO ESTA SOCIEDADE TRATA SEUS VELHOS”.

(Simone de Beauvoir) MCCBHF/98

 



 INTELIGÊNCIA

 INTELIGÊNCIA: Faculdade de aprender;apreender ou compreender (percepção, apreensão, intelecto, intelectualidade. Qualidade ou capacidade de compreender  e adaptar-se facilmente.
Desafiando alguns saberes sobre a capacidade declinante do velho, tem se mesmo  que, a capacidade de aprendizado dos indivíduos mentalmente sadios permanece sempre a mesma, mesmo depois de ultrapassada a casa dos noventa. As pessoas idosas terão a mesma facilidade para o aprendizado de línguas que estudantes de ginásio, embora tanto uns como outros encontrem mais dificuldades do que uma criança de três anos, por exemplo.


  Ao que tudo indica, assim como ocorre com outras capacidades, utilizar a inteligência contribui para preservá-la.

  No que se refere a questão da inteligência de velhos considero importante aqui citar, Comfort que afirma;
Es los matemáticos llaman un carácter borroso, pero com independencia de lo que sea, el floklore, incorporado a muchos libros de texto, indica que «declina com la edad», a partir de los veintiséis años, según Wechsler, que inventó algunas de las pruebas de inteligencia estándar. (Comfort,1991, p. 173)

 É importante ressaltar que no texto desse mesmo autor é comentado que muitas bobagens foram ditas a respeitos da relação idade-inteligência.

Muitas provas que são usadas com idosos, são provas para serem usadas com jovens. Assim o material da prova é visto pelos idosos, como sem sentido, como uma coisa estúpida. E suspeitam, com toda razão que são tratados como crianças.

Fundamentando-nos ainda em Comfort, percebemos que vários estudos demonstram que muitas provas – no estilo de aulas – não apresentam virtualmente nenhum sinal de inteligência em indivíduos normais e saudáveis com mais de sessenta anos. Parece que o que diminui é a velocidade com o aumento da idade

Continuando o pensamento de Comfort onde diz que excluindo a esses indivíduos ou qualquer um que tenha enfermidade do cérebro ou de irrigação sangüínea, o declínio da capacidade mental é insignificante.

Comfort cita para finalizar este pensamento, Eisdorfer:

(...), «la idea de que los adultos, por el hecho de haber llegado a cierta edad, como los sesenta y cinco años, caen en un abismo y se convierten en seniles e incompetentes resulta absurda y terrible; y lo es porque, al igual que cualquier outro grupo que soporte el peso de la disciminación y de la privación, el grupo de ancianos acepta para sí mismo la evaluación que la sociedad le impone».

Lo que realmente sucede en el envejecimiento psicológico es complejo, y aún no está muy claro....... (Comfort, 1991, p. 173)


  No que se refere ao processo de aprendizagem, parece que se dá o mesmo processo que se dá com a inteligência. Dessa forma, voltamos a Comfort que diz:

 

(...)   Conscientes de lo que llega a ser una audiencia hostil, y estando ellos mismos adoctrinados de su propia habilidad en declive, los ancianos alivian su ansiedad en alguna tarea de aprendizaje determinada tomándosela com más calma y cuidado. En un experimento autraliano, un grupo de alumnos de setenta años, sin que hubiese una motivación especial, aprendió alemán, usando los mismos libros y aulas, al mismo ritmo de trabajo y com idénticos cambios de grado que alumnos de quince años. Los ancianos de hoy en día en Occidente son en general, un grupo menos educado que su sucesores. Y hace diez años, entre sus predecesores, había un enorme número de iletrados funcionales. Por lo tanto, los ancianos que están por venir no tienen sólo la habilidad de aprender, sino que además poseen más entrenamiento en las habilidades para hacerlo.

              En cierto modo, el envejecimiento ayuda al aprendizaje porque implica experiencia, y la experiencia nos ayuda a organizar las adquisiciones........ (Comfort, 1991, p.176)

 

  Moragas, também de modo similar ao de Comfort, afirma sobre a inteligência dos idosos citando Cattell que diz:

La inteligencia divide en inteligencia fluida e inteligencia cristalizada. La inteligencia fluida representa la aptitud fisiológica y neurológica para resolver problemas nuevos y organizar la información en situaciones concretas; se base en la dotación biológica original del sujeto, no tiene en cuenta las influencias de la cultura y se mide por el resultado de los tests según exactitud y velocidad, siendo los ancianos inferiores en rendimiento a los jóvenes. La inteligencia cristalizada se basa en el producto de la educación, los conocimientos y la experiencia que adquieren los individuos en el seno de una cultura: se mide por tests de comprensión verbal y en ellos los ancianos obtienen mejores resultados que los jóvenes. La inteligencia fluida obtiene su punto más elevado durante la adolescencia y va declinando progresivamente durante toda la vida, aunque hasta los sesenta o más años no existe limitación en la inteligencia fluida necesaria para la convivencia, por lo que las funciones laborales del sujeto no tendrían que quedar afectadas hasta dicha edad. La inteligencia cristalizada aumenta durante toda la vida, sin que los psicólogos lleguen a un acuerdo sobre uma edad cronológica en que se estabilice, ya que la evidencia amplía continuamente los límites superiores. Las inverstigaciones más recientes indican que el descenso de la capacidad intelectual en los ancianos no se produce en función de la edad cronológica sino en virtud de las influencias del ambiente, sea general (guerras, situación económica, acontecimentos políticos) o individual (crisis, divorcios, muertes, fracasos,etcétera).

          Metodológicamente resulta importante anotar las diferencias entre resultados de ancianos y jóvenes. En los estudios seccionales com grupos de diferente edad cronológica, resulta obvio que se comparan poblaciones heterogéneas en estímulos, oportunidades educacionales, culturales, nutricionales, etc. El medirlos por una misma prueba vicia el resultado pues los grupos no son homogéneos, los jóvenes de hoy están más acostumbradosa los tests, han tenido más años de educación y se hallan mejor alimentados que sus abuelos, por lo que su rendimiento es mejor en inteligencia fluida y las diferencias generacionales en relación com la inteligencia son más importantes que las cronológicas. (Moragas, 1995, p. 70)

 

  Considero importante aqui retomar as reflexões feitas por Alba, V. sobre inteligência dos velhos na medida em que elas ampliam a discussão chamando a atenção para as relações entre inteligência e maturidade, inteligência e desenvolvimento intelectual.

  Assim, este autor ao referir-se sobre a inteligência dos velhos diz:

 

La vejez, dice el psicólogo Erik Erikson, es la edad en  que se llega, a la vez, a la sensatez (por la acumulación de experiencias vitales) y la desesperación (por el acercamiento de la muerte). La madurez real es saber usar de la sensatez para sobreponerse a la desesperación. Pero la educación no prepara para acumular experiencias vitales (en realidad, la vida moderna apenas si las proporciona), y por lo tanto priva al viejo de su madurez.

              Por outro lado, cualquier psicólogo nos dirá que quanto más alto es el nìvel intelectual de una persona, tanto menos decrecen com la edad sus facultades mentales. Una educación que no preocupa de elevar el nível intelectual, sino sólo de promover la capacidad productiva, es una educación que priva a los viejo de la posibilidad de conservar claras al máximo sus faculdades mentales. Al prepararlos para ser eficaces más que cultos, la escuela destina al chocheo a los escolares cuando lleguen a viejos. (Alba, 1992, p. 182)

 

  Nesse momento do texto entendo como algo importante voltar ao pensamento de Moragas que chama a atenção sobre a capacidade de aprendizagem dos idosos.

  Para Moragas (1995) a aprendizagem associada ao rendimento e a produtividade está sempre ligada com as idades mais jovens, pois existe uma atitude negativa nas pessoas em relacionar aprendizagem e envelhecimento. As pessoas perguntam: Por que aprender se está velho?  É como se não precisasse mais continuar a desenvolver-se. Estacionar-se. Com esse pensamento, torna-se difícil incentivar a aprendizagem na velhice. A psicologia atual possui a perspectiva de desenvolvimento integral do ser humano, desde que tenha uma saúde normal: se aceita que a assimilação de novos conhecimentos, atitudes e hábitos pode ter lugar em qualquer idade, modificando-se apenas a assimilação da velocidade.

  Para este mesmo autor, rendimento não é mais que uma medida de aprendizagem que tem importância quando os sujeitos são medidos pela velocidade para desempenhar um cargo, a aprendizagem pode tomar mais tempo sem que seja afetada a integridade do seu papel social e a velocidade de assimilação não tem mais a mesma importância que quando se é membro da população ativa. O rendimento na aprendizagem cai afetado por uma variedade de fatores não cognitivos, aqueles não diretamente relacionados com a capacidade de aprendizagem de novos conhecimentos: motivação, boa ou má saúde, interesse, etc. (Cf., Moragas, Gerontologia Social Envejecimiento y calidad de vida, p.74.)

É importante relatar aqui que uma aluna da FATI ao responder o questionário apontou questões importantes como as feitas por Moragas. Disse que o Instituto de Educação “Costa Braga” pode contribuir para uma melhor qualidade de vida “fazendo reciclagem, mostrando que apesar de, podemos aprender mais e vivermos melhor com a gente mesmo, nos aceitando como estamos”, para que as pessoas mudem o conceito de que velho não aprende e outros conceitos”. (grifo da aluna da FATI)

  Baseando-se nas referências teóricas aqui apresentadas, parece não ser suficiente a proposta de Erikson que afirma: os velhos felizes são aqueles que olham para trás e se realizam tão somente por ver a obra social construída. Há inferências que podem ser retiradas do cotidiano e de estudiosos que apontam para uma necessária reinvenção da identidade. Parece haver uma nova tarefa humana a ser concretizada, após a independência dos filhos e a aposentadoria. É uma tarefa onde a deliberação pessoal conta muito e nesta nova proposta educacional surge um novo conceito educacional: a Gerontologia. Um novo conjunto de orientações e oportunidades assumidas pelo indivíduo, e ou, facultadas pelo meio, deverá produzir alterações na identidade. Novos papéis sociais e o fortalecimento de funções pessoais conquistados graças ao tempo livre serão, possivelmente, os novos instrumentos de reinvenção da identidade.

Acredito que na medida em que hajam novas formas de entendimento, as pessoas conhecerão mais e melhor a respeito do processo de envelhecimento, mais poderão enfrentá-lo como um processo próprio de todos os homens. Poderão dar o devido valor e reconhecer a importância, atualmente tão deturpada, do idoso para com tudo e com todos. Assim entendo que este velho faz e fará parte da nossa história e da história do mundo.

Refletir dessa forma é levar em conta que o desenvolvimento humano não deveria ser visto como etapas, mas sim como contínuo do indivíduo. Lembrando Merleau-Ponty sobre a análise fenomenológica do tempo: a ambigüidade do tempo de poder ser vivido como passado e futuro.(Sombra, J., 1998)

   “A MEMÓRIA NO ENVELHECIMENTO HUMANO”

Apesar dos grandes avanços da neurociência, a memória do homem ainda é um enigma devido à sua complexidade.. O cérebro humano possui 100 bilhões de neurônios, que graças à sua plasticidade podem gerar novos neurônios dando mais vitalidade ao indivíduo. Esta complexidade se evidencia quando tentamos explicar os mecanismos da memória na aprendizagem, na linguagem, e nos diferentes tipos de memória próprios de cada indivíduo.

Seguindo esta linha de raciocínio, a palestra procura focar as influencias  Biológicas , Psicológicas e Sociais que afetam a memória no envelhecimento humano, e ainda como o indivíduo que envelhece é visto pela sociedade que ainda preserva os estereótipos negativos em relação ao velho..

A Revalorização do “Eu”, as intercorrencias da vida do indivíduo  que afetam a memória, e como evitá-las, algumas patologias, e a necessidade do idoso estar sempre atualizado para manter a longevidade cerebral, são  temas  que serão desenvolvidos, completados com a realização de oficinas. (Texto utilizado de palestra de Elza Parolari)

 

BIBLIOGRAFIA

 

Costa, Marcia Regina da - Aspectos Antropológicos  - Instituto Sedes Sapientiae - São Paulo –1996

Fogaça, Maria Cristina Costa Braga Hortelli – Reflexões sobre Envelhecimento – LTr Editora – São Paulo - 2001

Fraiman, Ana P.- Coisas da Idade - Hermes Editora - São Paulo - 1991

Wagner, Elvira C. A. e M. - Considerações da Antropologia. A velhice em diversas culturas. Da Antiguidade à Atualidade - Instituto Sedes Sapientiae São Paulo - 1996

Cristina fogaça/2006

Autorizada utilização da matéria desde que citada fonte e autor