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Realmente, vejo a velhice como a fase muito importante da vida do ser humano. O “SER” (verbo real) que pode ser autêntico na sociedade. Só que para esse ”ser” poder ser completo, ainda é preciso mudar muita coisa, principalmente o modo de se pensar da velhice e o processo de envelhecimento.

Entendo que não cabe só ao Estado dar soluções nas questões relativas ao envelhecimento e velhice, mas acredito que se dentro de cada lar já trabalharmos esta mudança, daqui alguns anos, conseguiremos mudar as visões e situações depois da fase adulta.

Acho que não precisamos ficar “doentes” para nos darmos o direito de lazer, de descanso, sem o sentimento de culpa, de “roubo” que o idoso aposentado possui.

Precisamos sim, acordar e perceber que temos direitos e não sabemos aproveitá-los adequadamente. A partir dessa mudança de pensamento, tenho certeza que a velhice começará a ser vista de forma diferente, terá outra conotação.

Tento avaliar o que sinto e que considero necessário para que as pessoas possam entender sobre as questões relativas ao processo de envelhecimento.

Observando o trabalho desenvolvido pela Faculdade Aberta para a Terceira Idade “Costa Braga”, ali constatei o despreparo e o medo das pessoas em relação ao envelhecimento.

Velho? Velhice? Envelhecimento? Idoso? Que palavras são essas?

Será que se as pessoas procurassem saber mais a respeito destes termos, desse assunto, esta fase natural da vida de qualquer pessoa, não seria vivida mais tranqüilamente, como algo próprio do indivíduo, da qual não se consegue escapar, a não ser que se morra antes?

Será que as pessoas já pararam para pensar que é possível vivê-la como mais uma etapa da vida? Por que isso assusta tanto as pessoas? Parece que as pessoas não gostam nem de pensar, nem de falar, como se fosse algo contagioso.

Será que os Coordenadores que trabalham ou irão trabalhar com os idosos já pensaram a respeito? Estão preparados? Pois só conseguimos passar algo a alguém quando realmente acreditamos no que estamos falando.Caso contrário, estamos perdendo nosso tempo,pois não estamos passando nada.

É uma pena, pois tudo que conseguimos esclarecer, conhecer, passa a ser menos pesado, e descobrimos que aquilo que nos assusta, não é como imaginávamos quando não conhecíamos.

Acho importante que as pessoas parem para pensar, procurem conhecer algo a respeito, para que reconheçam que existem preconceitos e que podem alterá-los.

Lendo “ROUSSEAU “A educação na Infância “ de Beatriz Cerizara encontrei o que tanto eu prego na minha prática:

A importância do processo experimental do indivíduo é que ele mesmo se torne o sujeito de sua educação; a experiência é um elemento de meditação no processo educativo, visto que o homem para ser “ele mesmo” tem que ir às coisas, situar-se entre elas e refletir suas relações objetivas e subjetivo-objetivas.(Matos, Rosa In Cerizara,1990, p. 65)

Diz Jean Jacques Rousseau:

Quanto a mim, quando desejei aprender, foi para saber e não para ensinar; sempre acreditei que antes de instruir os outros era preciso começar saber o suficiente para si mesmo. (Rousseau In Cerizara, B. 1990, p. 32)

Como Diretora da Faculdade, entendo o desenvolvimento humano como algo que não deverá ser dividido ou visto por fases ou etapas, mas sim como próprio e contínuo do indivíduo, como um processo, e assim penso que todos deveriam vê-lo..

Parece que tudo que aprendemos ou percebemos a respeito da “velhice” não passa quase de uma imposição social, de um modelo que todos devem seguir, “um padrão. Se o indivíduo não se enquadrar, não será considerado normal e sim patológico” .

È importante deixar claro que, o coordenador deve ter o feeling para perceber que tão importante quanto  trabalhar com  os idosos, é importante  também  é trabalhar as pessoas que convivem com eles, pois caso contrário, muitas vezes, criaremos atritos,desadaptações entre o idosos e as pessoas que convivem com eles, ao invés de ajuda-los.

Assim, as Universidades, Faculdades ou Grupos para a Terceira Idade parecem hoje sugerir uma resposta que se coloca para iniciar a alterar este panorama negativo reservado para o velho.

É possível que essa mudança tenha que ser ampliada não só nas escolas de terceira idade, mas, também Pré-Escola, Ensino Fundamental e Médio e Universidades. É fundamental que seja feito a ampliação do currículo, que se pense e se proponha uma reforma na alteração curricular, onde sejam incluídas questões relativas ao envelhecimento. É necessário que se pense e se proponha uma reforma urgente, pois, conforme dados estatísticos, o país está envelhecendo rapidamente.

Falando da Faculdade Aberta para a Terceira Idade é importante comentar: observo na “Faculdade Aberta para a Terceira Idade” Costa Braga “que a maioria das pessoas que a freqüentam, entram com o vazio, a doença, a depressão, o medo, a solidão, acompanhando-as. E é incrível como esses fatores estão presentes na vida das pessoas e independem do nível sócio-econômico ocupado.

Após alguns meses da participação desses idosos na escola, verifica-se uma maior auto-aceitação, autovalorização e claramente o reconhecimento que vem dos outros, parentes e amigos em relação a estes idosos.

O trabalho da Faculdade Aberta para a Terceira Idade “Costa Braga” volta-se para uma sensibilização e conscientização das pessoas para com o processo de envelhecimento humano e acredito que a partir desse programa ocorrem as mudanças acima descritas

Diz Rousseau:

...Seria-me satisfatório que por todo lugar onde nasçam homens, pudéssemos fazer o que proponho; e fazendo deles o que proponho, tivéssemos feito o que há de melhor para eles mesmos e para os outros. Se eu não alcançar este objetivo, eu estaria errado, sem dúvida, mas se alcançá-lo, eu estaria também errado por exigir demais de mim pois eu só prometo aquilo.(tradução da autora).

A sociedade engloba o idoso na população, esquecendo-se de suas necessidades, características, peculiaridades, levando-o muitas vezes a esquecer de si mesmo para que uma vez não sendo lembrado, não cobrará nada de ninguém, não existirá.

Mas que as mães se dêem ao trabalho de amamentar seus filhos, e os costumes reformar-se-ão sozinhos, os sentimentos da natureza despertarão em todos os corações; o Estado se repovoará e este ponto, tão-somente este ponto, vai tudo unir.[ ] Assim, de correção desse único abuso corrigido, resultaria em breve uma reforma geral, logo a natureza readquiria seus direitos. Em voltando as mulheres a ser mães, logo os homens voltariam a ser pais e maridos . (Rousseau, 1995, p. 21)

É aí que eu acredito que se fizermos uma reforma na concepção a respeito de velhice, envelhecimento, a partir dos pequenos, na casa, na escola, junto à mídia, junto ao governo, os conceitos e preconceitos em relação à velhice e ao envelhecimento, o medo de envelhecer que as pessoas têm, mudariam. Mas para isso é necessário que haja uma reforma de pensamento.

            Essa reforma de pensamento se pensarmos sobre ela na perspectiva da educação formal - escola - entendo que deva ser iniciada desde a Pré-Escola. Esses que hoje são classificados como idosos, não tiveram essa preparação nem formal e tampouco informal. Assim, uma pedagogia que prepare para o envelhecimento daqueles que já são velhos deve levar em conta a vida adulta, juvenil e infantil desses sujeitos.

 

Afirma ainda Rousseau

....Se durante sua infância, ela viu sem espanto, sapos, serpentes, camarões, ela verá sem horror, estando adulta, qualquer animal que seja. Não há mais objetos assustadores, para que os vêem todos os dias. (tradução da autora)[1].4

Acredito que se a velhice e o envelhecimento também forem tratados dessa maneira, o mesmo acontecerá. Se tornará algo próprio do indivíduo. Não “assustará” mais ninguém, pois conhecendo-a lenta e gradativamente não será

A escola, através de seu coordenador, diretor, deve realizar um papel intermediador entre Sociedade e Estado. Deve propiciar condições para que as pessoas que a freqüentam possam participar de decisões que lhe dizem respeito, de debates políticos para maiores esclarecimentos de campanhas sociais e solidárias, de campanhas de saúde etc...

A escola deve também fazer um trabalho de conscientização e de desenvolvimento de cidadania, devendo e podendo até mesmo cooperar com a descentralização de obrigação do governo e participação da sociedade civil.

Dentro da comunidade e como comunidade, ela exerce a mudança de pensamento junto às pessoas, através de sua prática.

É importante que o indivíduo seja visto como um todo e não neste ou naquele papel. É dentro da escola que o indivíduo se desenvolve, desenvolve suas potencialidades, suas relações com o meio e com o outro, sua cidadania, participa, coopera. Precisa ainda ser trabalhado a solidariedade, que ainda é muito pouco trabalhada.

Não devemos esquecer que a participação também é de suma importância para que a democratização escolar ocorra para torná-la uma comunidade.

A partir do momento que ocorre a descentralização das resoluções e obrigações por parte da direção da escola, que há a participação de todas as pessoas envolvidas na escola, há uma aproximação democrática na administração dos indivíduos, criando dentro do possível, os meios para uma interação mais intensa na complexa dinâmica que caracteriza a escola..

Maria Lúcia Carvalho da Silva, em seu artigo “A formação dos Agentes Comunitários” define agente comunitário como : “entre outras expressões, educadores sociais, técnicos de desenvolvimento de comunidade, agentes de mudanças, etc.

Para ela, o termo “agente” refere-se a todo aquele que tem uma função de educação e articulação junto às camadas populares, que tem um trabalho direto com estas. Se alguém é ou se torna agente, é porque tem algo a oferecer ao povo, tem  uma contribuição particular a dar à sua caminhada”.

No que tange à comunidade, ela se coloca em relação ao trabalho popular como a grande mediação pedagógica - mediação como espaço e como instrumento de conscientização, participação, solidariedade e mobilização.

Podemos falar do “professor “ como o “agente comunitário” dentro da escola. Aliás, não só o professor, mas todos que trabalham diretamente com o corpo discente.

Aqui eu percebo na influência do trabalho que desenvolvo da minha escola, junto aos alunos da Terceira Idade,

A “Faculdade Aberta para a Terceira Idade Costa Braga” não tem como objetivo somente a transmissão de conteúdos programáticos, mas  também de colaborar para que o indivíduo se desenvolva como um ser completo.

É um local comunitário de reflexão onde as pessoas podem refletir sobre o seu próprio envelhecimento. É um espaço privilegiado que as pessoas tem para pensar. Na escola, as pessoas estão aprendendo a pensar sobre o seu próprio envelhecimento e o envelhecimento das outras pessoas. Essa reflexão leva a uma mudança tanto de comportamento quanto a uma mudança cultural na forma de ver o envelhecimento e o velho.

Ao mesmo tempo, a escola é o local que exerce o papel intermediador entre comunidade e Estado, proporcionando a participação das pessoas em debates diretos com políticos; promovendo Campanhas de Vacinação, de Agasalhos; promovendo debates entre os idosos e as organizações governamentais, enfim, fazendo um trabalho de conscientização e de desenvolvimento de cidadania. Como diz Maria Lúcia Carvalho, aqui acontece a mediação pedagógica.

A Faculdade também coordena junto à comunidade externa, no bairro de Santo Amaro, um grupo com 4 sub-prefeituras desenvolvendo Projeto Capacitar e Cooperar preparando idosos da periferia para trabalharem com idosos da periferia, levando seus profissionais para desenvolverem seus trabalhos junto à comunidade. O trabalho lá desenvolvido é de embasamento científico. Este trabalho é feito em parceria com a Prefeitura de São Paulo, sem ônus nenhum por parte do governo. É um trabalho voluntário. Aqui podemos até dizer que é uma mostra de descentralização de obrigação do governo e participação da sociedade civil.

No que tange à comunidade, acredito que me coloco em relação ao trabalho popular como mediadora pedagógica, pois faço mediação como instrumento de conscientização, participação, solidariedade e mobilização, podendo dizer até que fazemos uma ação comunitária, que é um processo sócio-educativo de práticas participativas, através do qual grupos populares se propõem a refletir sobre seus problemas, suas necessidades, suas possibilidades; buscar soluções para seus problemas e atendimento às suas necessidades, em ação conjunto com o Governo; etc.

O Coordenador deveria ser, assim como eu, uma agente externa, pois pertenço a uma Instituição e exerço uma atividade em nome dela, formando agentes comunitários locais através de seminários, palestras, cursos comunitários etc.

Considero-me uma agente interna porque faço mediação pedagógica (mediação como espaço e como instrumento de conscientização, participação, solidariedade e mobilização) junto aos alunos da Faculdade.

Em ambos os casos exerço a mudança de pensamento junto às pessoas, através de experiências e de passar aquilo que acredito.

Completando o meu raciocínio, no texto da Bader “Comunidade: a apropriação científica de um conceito tão antigo quanto à humanidade” Nisbet batiza de forma admirável todas as idéias fundamentais de comunidade:

“Comunidade abrange todas as formas de relacionamento caracterizado por um grau elevado de intimidade pessoal, profundeza emocional, engajamento moral(...) e continuado no tempo. Ela encontra seu fundamento no homem visto em sua totalidade e não neste ou naquele papel que possa desempenhar na ordem social. Sua força psicológica deriva duma motivação profunda e realiza-se na fusão das vontades individuais, o que seria impossível numa união que se fundasse na mera conveniência ou elementos de racionalidade. A comunidade é a fusão do sentimento e do pensamento, da tradição e da ligação intencional, da participação e da violação” .O elemento que lhe dá vida e movimento é a dialética da individualidade e da coletividade.

Diz Bader que “a relação face a face e o espaço geográfico não são fundamentais na configuração da comunidade, mas são sua base cotidiana de objetivação, conforme aponta Heller (1987).” “A generecidade humana - a humanidade realiza-se em forma concreta de vida, em célula de base”.

Diz ela ainda que nessa perspectiva , comunidade apresenta-se como dimensão temporal/espacial da cidadania, na era da globalização, portanto, espaços relacionais de objetivação da sociedade democrática (plural e democrática).

Ou seja, o trabalho que realizo permite que a Faculdade se torne efetivamente uma comunidade, pois os alunos, na sua maioria, sentem-se pertencentes à Faculdade .É uma relação de complementaridade e reciprocidade, onde caminhamos todos juntos.

A partir dessas últimas colocações entendo que o trabalho realizado pelo “Costa Braga” permite que a Faculdade se torne efetivamente uma comunidade, pois os alunos, na sua maioria, sentem-se pertencentes à Faculdade .É uma relação de complementaridade e reciprocidade, onde caminhamos todos juntos.

É importante ressaltar que a Faculdade não é só para a terceira idade, mas também para a meia idade. A não preparação social dos sujeitos na tenra idade, juventude, idade adulta e meia idade faz com que principalmente aquelas pessoas localizadas na faixa da meia-idade procurem a escola para aliviarem a sua insegurança e o seu medo ao imaginarem como serão, como viverão seus futuros como velhos. Assim, a escola desenvolve uma reflexão sobre envelhecer.(o grifo é meu)

A escola é um local comunitário de reflexão sobre seu próprio envelhecimento. É um espaço privilegiado que as pessoas (funcionários e alunos) têm para pensar. Na escola, as pessoas estão aprendendo a pensar sobre o seu próprio envelhecimento e o envelhecimento dos outros.

A Faculdade pretende ser um agente transformador tendo em vista que o conteúdo das disciplinas que os alunos têm, leva-os a refletir sobre sua posição e condição perante a vida, sobre as diferentes etapas de desenvolvimento do ser humano.

  Tem-se observado que no momento em que para a população da terceira idade é oferecida uma nova proposta para reorganizar os papéis sociais ela assume comportamento similar àqueles ocorridos nas outras diferentes faixas etárias, sem uma característica específica de comportamento de “velho”. Reassume com ânimo novas amizades, ressurgem sonhos e aparecem também outros novos desejos na proporção dos projetos que possibilitam a inclusão social.

O fator “tempo” também merece atenção especial. Ao longo da vida, a sociedade organiza e mobiliza as forças vitais da pessoa principalmente através da família e do trabalho. As pessoas não estão preparadas para receberem e administrarem o tempo livre.

  George Snyders tem uma expressão feliz, perfeitamente adequada ao curso para a Faculdade para a Terceira Idade - "alegria cultural". Ele atribui ao significado dos conteúdos uma contribuição importante nesse sentido. Avaliações periódicas dos alunos apresentam indicadores nesse sentido.

  Alegria, prazer, satisfação são elementos constantes nas avaliações dos alunos de todos os semestres da FATI.

  Isso implica em mudanças que vão desde avaliação dos problemas de saúde até aqueles relativos aos relacionamentos Os problemas relacionados com saúde, melhoram e muitas vezes até deixam de existir, As relações familiares sofrem transformações satisfatórias tanto para o idoso quanto para os que com ele convivem e há também um novo engajamento social.

  Estudos do Instituto de Organização Racional do Trabalho - IDORT-RJ, 1994, demonstram que 95% das pessoas que se aposentam "morrem socialmente" e cerca de 50% desse mesmo grupo morre fisicamente até três anos após se aposentar, em virtude da inatividade (Vinháes, 1989).

  Por outro lado, esta mesma pessoa que se sente na terceira idade dispõe de um grande potencial, com inúmeras possibilidades de realização. É preciso reconhecê-las e criar situações objetivas para que se expandam.

  Nestes dois últimos parágrafos observamos nos idosos que freqüentam a Faculdade Aberta para a Terceira Idade “Costa Braga” (FATI), que esta "morte social" não existe e na verdade o que ocorre é a potencialidade de cada um se desenvolver tanto em forma individual como grupal.

Assim sendo, podemos observar que a Faculdade Aberta para a Terceira Idade “Costa Braga” alcança satisfatoriamente os objetivos propostos. Com certeza para que isto ocorra, os professores e também os funcionários estão sempre atentos e em constante atuação e reformulação das propostas para acompanhar as necessidades dos idosos.

Resumindo, um Coordenador deve ter a sensibilidade para perceber as necessidades dos seus idosos;

- embasamento científico

-respeitar a individualidade

-         dar espaços para que ele possa expressar-se livremente;

-         gostar do que faz

-         exercer papel entre Estado e Sociedade

-         Ir além dos muros da Faculdade

-         Desenvolver um trabalho de cidadania crítica, cultural, social

-         Ir ao encontro do interesse de seus alunos

-         Não impor conteúdo programático

-         Estar atento às condições de saúde para poder chamar alguém da família

 

Maria Cristina Costa Braga Hortelli Fogaça

e-mail:cristinafogaca@terra.com.br


4 “...Si durant son enfance il a vu sans effroi des crapauds, des serpens, des écrévisses, il verra sans horreur étant grand quelque animal que ce soit. Il n’y a plus d’objets affreux pour qui em voit tous les jour.”(Rousseau, 1969, p. 283)

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