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 Sumário - O que levou-me a refletir a respeito deste tema, foi a observação do trabalho desenvolvido pela Faculdade Aberta para a Terceira Idade “Costa Braga”. Ali, constatei o despreparo e o medo das pessoas em relação ao envelhecimento.

                Tem como objetivo, sensibilizar e mostrar a importância do conhecimento necessário para o processo de envelhecimento.

PALAVRAS-CHAVE: Revisão de Vida - Velho - Envelhecer - Velhice - Envelhecimento Social - Gerontologia.

                            Velho? Velhice? Idoso? Que palavras são essas?

                         Envelhecimento. Envelhecimento Social? O que é isso? Só acontece com os outros, comigo não!

                            Será que se as pessoas procurassem saber mais à respeito destes termos, sobre este assunto, esta fase da vida de qualquer pessoa, não seria vivida mais tranqüilamente, como algo próprio do indivíduo, da qual não se consegue escapar, a não ser que se morra antes?

                            Será que as pessoas já pararam para pensar que é possível vivê-la como mais uma etapa da vida? Por que isso assusta tanto as pessoas?

                            Parece que as pessoas não gostam nem de pensar, nem de falar, como se fosse algo contagioso.

                            É uma pena, pois tudo que conseguimos esclarecer, conhecer, passa a ser   menos pesado, e descobrimos que aquilo que nos assusta, não é como imaginávamos quando não conhecíamos.

                            Que coisa mais linda o idoso ou o velho, como queiram chamar, que tem muitos anos de idade e uma grande experiência acumulada, que o diferencia dos demais. Será que isso não é importante, para o que chamamos de “Cultura”, “Sociedade”, onde precisamos de alguém  com mais experiência, para podermos evoluir, crescer e desenvolver? Sem ele, nunca chegaríamos a uma evolução, pois estaríamos sempre começando.

                            Envelhecer, é um fato que acontece desde que nascemos, assim estamos cotidianamente envelhecendo. Então, porque as pessoas acham que envelhecem, ou melhor, que começam a envelhecer somente depois de uma certa idade? Complexa esta questão, não é?

                            Será que a velhice tem que ser uma fase em que as pessoas tornam-se chatas,  Caquéticas etc...? ou será que a pessoa sempre foi chata, mas só é taxada a partir do momento em que entra nessa fase?

                            Envelhecimento é só físico? Pode ser social, biológico ou psicológico? O idoso tem condições de fazer sexo?

                            Quanto que as pessoas desconhecem a respeito disso e como isso as assusta.

                            Acho importante que as pessoas parem para pensar, procurem conhecer algo à respeito, para verem que os preconceitos que tem podem ser modificados.

                            Acredito que as pessoas na medida em que mais conhecerem a respeito do envelhecer, mais conseguirão enfrentá-lo como um processo natural de todos os seres. Poderão dar o devido valor e reconhecer a importância, tão esquecida e tão deturpada, do idoso para com tudo e com todos. Ele é parte da história. Mesmo sem ter uma consciência precisa desse pertencimento. Nesse sentido a sua inconsciência, vem do fato de um pensamento da sociedade mais ampla que não ----------a importância social e histórica do idoso.

                            Diante disso pergunto: como a sociedade estipula tudo para nós, já pararam para pensar?

                            Será que a sociedade faz do indivíduo o que quer e como quer e os indivíduos nem param para perceber como são comandados por ela?. Está na hora de parar e pensar sobre a vida, sobre o caminho que tomamos. Será que nós mesmos tomamos nossos caminhos ou será tomam por nós?

                            Tenham certeza, que se não pararmos para refletir , pensar, para fazermos uma revisão de vida, o futuro será conseqüência irrefletida do presente. Então, vamos começar a revisar a vida, para que consigamos ver uma perspectiva de vida mais digna, mais feliz, mais realizadora. O futuro começa no presente.

                            Tudo o que se relaciona a idosos, é sempre levado para o lado da gozação, pejorativo. Em relação ao sexo então, nem se fala. Para a maioria das pessoas, pessoas acima dos 50 anos não fazem sexo, não “funcionam” como dizem os jovens e quando a mídia mostra que uma pessoa com 90 anos ainda realiza atos sexuais, apesar de não serem jovens, ninguém acredita.

                            Essa falta de crédito faz parte de nossa cultura, onde tudo de bom é para os jovens e o de ruim é só para os idosos. Quando algum idoso consegue sair do “padrão”, todos levam o caso com uma mistura de repulsa e fascinação, sentimentos estes, geralmente reservadas só para o extraordinário e o bizarro.

                            Por que somos tão negativos em relação ao sexo após a idade madura e em relação às pessoas mais velhas em geral? Claro que grande parte desta atitude, é um reflexo de nosso medo de envelhecer e morrer e ceder lugar a um preconceito que chamamos de “velhismo”, que é a discriminação sistemática contra pessoas só por elas serem idosas, assim como o racismo ou o sexissismo discrimina por causa de cor da pele ou do sexo da pessoa.

                            Tentarei aqui, não avaliar  a parte médica do assunto, mas fazer uma reflexão a respeito do tema, para influenciar os leitores sobre a realidade e os mitos que circunscrevem esta questão.

                            As piadas e anedotas sobre pessoas e sua sexualidade permeiam nossa cultura ocidental sempre afirmando que não há sexo no idoso. Nunca especificando, mas até considerando velho que quando pessoa acima de cerca de 40 anos! As anedotas costumeiras afirmam as incapacidades do idoso em desempenhar sexo, a falta de desejo sexual genuíno (restando a perversão) e uma condição quase biológica de sexualidade.

                            Para a geriatra Alda Ribeiro  “A sexualidade muda no decorrer do tempo porque as pessoas mudam, crescem, tonam-se cada vez mais elas mesmas. As alterações observadas na sexualidade com os anos proporcionam a ambos os sexos oportunidades para se compreender melhor o sexo oposto. É um momento de aproximação e de entrosamento máximo, de se viver o sexo permanente.

                            Nem sempre, porém, as pessoas têm o hábito saudável de conversar sobre o sexo, sobre seus desejos satisfações e insatisfações, e as mudanças fisiológicas observadas assustam de tal maneira as pessoas, que elas se tornam inseguras e passam a questionar se ainda têm condições de desempenhar bem o seu “papel”.

                            O passar dos anos oferece maior possibilidade de o ato sexual deixar de ser uma relação entre macho e fêmea para ser uma relação entre homem e mulher. A idade permite às pessoas vivenciar o sexo em sua sutilezas, como uma linguagem que aperfeiçoa, reforça e enriquece a relação humana. Deve ser saboreado lentamente, sem pressa, sem regras ou modelos. A vivência de nossa sexualidade reflete sempre, independente da idade, a intensidade e a facilidade com que nos entregamos, nos permitimos completar e sermos completados.

                            Envelhecemos como vivemos e falar de sexo na terceira idade é falar de vida, talvez de sua mais importante fonte de motivação, para pessoas de todas as idades” (Ribeiro,Alda.pág132,1996).

                            É importante que fique bem claro que deixar fluir a sexualidade não significa ter relações sexuais freqüentes, e lidar com elas mecanicamente, segundo um “manual de instruções”. A sexualidade é algo que se expressa naturalmente em tudo aquilo que venha de nós. A maneira como lidamos com ela é a nossa “marca registrada”, um retrato nosso.

                            Na ausência dos fatores nocivos (doenças e preconceito da sexualidade senil) o impulso e a capacidade sexuais permanecem inalterados durante toda a vida. 

                            Certa vez, li em um dos muitos livros que consultei a respeito do envelhecimento humano, uma frase de Skinner Vaghan que dizia “A melhor época de pensar sobre a velhice é na juventude, para que possamos vivê-la bem” e nunca mais esqueci.

                            Revisão da vida é algo que devemos ter sempre em vista, para que mais tarde não nos arrependamos. O sentido que atribuímos à existência e os valores que lhe damos, são o que definem o sentido e o valor da velhice. Dependendo do modo que a sociedade trata o velho, será o valor dele dentro nesta sociedade.          

                            "As categorias de idade são conhecidas em todas as sociedades, sendo que, em geral, o mínimo corresponde a, pelo menos, três categorias: crianças, adultos e velhos.                           Respectivamente, aqueles que devem ser mantidos e socializados, aqueles que realizam as atividades essenciais de manutenção do grupo e aqueles que não mais realizam atividades, embora conforme a sociedade, passam a exercer atividades em monopolizar conhecimentos considerados importantes ou até essenciais ( Costa, 1995)”.

                            Com bebês, crianças, adolescestes, todos se preocupam. A impressão que me dá é a de que quando o indivíduo se torna adulto, ele não precisa se preocupar, pois já cumpriu a "programação" elaborada pela sociedade. Falta apenas continuar o tempo que lhe sobra até chegar a morte. Se pararmos para pensar, dois terços da vida somos adultos e isso não é preocupante para ninguém.

                            Quando percebemos que nessa programação social (nascer, andar, crescer, entrar na escola, faculdade, namorar, casar, ter filhos) já está cumprida, só nos resta esperar, trabalhando (ou às vezes até sem trabalhar) o tempo passar. Isso é apavorante para qualquer ser humano, pois parece que neste tempo da vida deixou de existir.

                            O tempo do envelhecimento é um dos períodos mais difíceis do ciclo da vida humana, por todo o processo de perdas que exige, de cada um, grande esforço de adaptação e.consideração Assim cada pessoa, como única e especial, desenvolve seu próprio processo.

                            É necessário que estejamos em contato com os aspectos relacionados com a situação familiar, satisfação, vivência, problemas de aposentadoria, constitucionalização etc, para podermos usufruir dessa rede complexa de relações de que dispomos para entrar na velhice, avaliando suas  determinantes e conseqüências.              

                            As sociedades precisam, urgentemente, reformular suas idéias a respeito da velhice, eliminando os estereótipos e os preconceitos.

                            Apesar da consciência de que a vida é um processo global, traduzido por estágios sucessivos e modificações contínuas, que vão desde o nascimento até a morte, a velhice é significativamente desconsiderada.

                            Fica claro que tudo que aprendemos ou percebemos a respeito da "velhice" não passa de um modelo geral de velho social no qual todos devem seguir, "um padrão”. Se o indivíduo não se enquadrar, não é considerado "normal" e sim problemático. É passado para o indivíduo, uma aprendizagem falha ou mal conduzida para saber envelhecer ou aceitar a velhice.

                            As atuais Universidades, Faculdades, Grupos para Terceira Idade poderão mudar os conceitos e a imagem a respeito do velho, desde que trabalhem seriamente e incansavelmente.

                            Essa mudança também para isso tem se que iniciar no meio familiar. As escolas (desde pré-escola), a mídia e todos que trabalham com o idoso também têm que participar dessa mudança, pois exercem grande influência sobre as pessoas. É necessário que haja essa mudança urgente, pois, conforme dados estatísticos, o país está envelhecendo rapidamente.

                            A partir dessa mudança, temos certeza de que os "depósitos de velhos", as filas em hospitais, em prontos-socorros, e até mesmo em consultórios, diminuirão.

                            O trabalho de prevenção é de suma importância. As pessoas deveriam ser orientadas para essa etapa, pois assim, muitos problemas não aconteceriam.

                            A partir do momento que se tem contato com realidades que dizem respeito ao envelhecimento, a construção do processo se faz de forma mais natural, e não como algo horrível que possa acontecer na vida do indivíduo.

                            Saber envelhecer é uma arte. Não são todos que conseguem passar por esta fase com sabedoria, vendo-a como próprio do indivíduo. É importante que o indivíduo saiba que ele continua a ser um "ser social" e não apenas mais um número.

                            O conceito que relaciona o envelhecimento com a doença e a morte. deve ser repensado. Estas relações entre estas questões, velhice, doença e morte não são obrigatórias.

Como  agente transformador desse pensamento geral sobre a velhice, destacamos o papel exercido pelas Faculdades Abertas para a Terceira Idade, Universidade para a Terceira Idade e Cursos para a Terceira Idade. Nesses espaços pessoas vêem que o envelhecer não é uma parte negra da vida do ser humano; que pode-se envelhecer sem ficar doente; que não está perto da morte só porque os filhos cresceram, ou se aposentaram ou qualquer outro motivo.

                            Na realidade, a faculdade não é só para terceira idade, mas também para a meia idade. Os depoimentos arrepiantes, cada vez mais nos levam a crer na "prevenção".

                            Algumas, ou a maioria das pessoas, já entram na faculdade, com o vazio, a doença, a depressão, o medo, a solidão, acompanhando-as. E é importante notar como esses fatores não dependem do fator sócio-econômico. Após alguns meses, sua participação, sua auto aceitação, auto valorização, o reconhecimento pela família vão mudando e é aí que conseguimos mudar o conceito a respeito da velhice, não só no próprio idoso, como nas pessoas que convivem com ele. Provavelmente, os filhos, netos, sobrinhos, serão outro tipo de idosos, pois terão um modelo diferente do modelo antes conhecido. É muito bom ser o agente transformador de uma pessoa.

                            A faculdade, assim  consegue ser um poderoso agente transformador pois as disciplinas que os alunos tem, leva-os à refletir sobre sua posição e condição perante a vida, tendo em vista que os alunos tem contato com especialista no campo do envelhecimento.

                            Os objetivos principais são: promover o crescimento pessoal integrando mente, corpo e espírito; promover a sociabilidade dos integrantes; incentivar a criatividade e reciclar conhecimentos.

                            A faculdade faz também um trabalho "preventivo" durante o curso, por isso é aberta a partir dos 45 anos.

                            É um trabalho diferente das outras instituições que lidam com idosos. A pessoa é vista como um todo. Os indivíduos que freqüentam a faculdade tem um conceito diferente sobre o envelhecimento e sobre sua própria situação e condição. A pessoa revive, se descobre, se valoriza, mudando assim seu comportamento.

                            Para os alunos, essa mudança traz a valorização da própria família para com eles, que eram vistos como uma pessoa velha, chata e um peso.

                            As Universidades e Faculdades abertas à Terceira Idade constituem-se hoje como uma nova opção de participação do idoso e que o leva ao encontro de muitas de suas necessidades.                

                            Não devemos negar o lado ruim do envelhecimento, mas não precisamos reforçá-lo, como se só existisse este lado. Deve haver um visão equilibrada, mostrando-se sempre a qualidade do envelhecimento.

                            A visão a respeito do envelhecimento também esta ligada a uma questão intergeracional. Os jovens consideram a velhice como o "tempo de se pagar os pecados cometidos na juventude". É esta a imagem e o conceito passado para todos.

                            A velhice não é tão má, e se a planejarmos poderá tornar-se ainda melhor.               Estaremos mais aptos a fazer planos para ela, se soubermos o que pode ser feito. Entre outras coisas, um futuro atraente requer atenção, e é aí que entra a prevenção: o conhecimento sobre a velhice.

                            Se o número de idosos tende a aumentar, e se os idosos podem continuar seu desenvolvimento, espera-se maior pressão e maior reivindicações sobre a qualidade de sua auto expressão e do seu desenvolvimento.

                            Devemos lembrar que a participação do idoso nas mudanças de ação é muito importante.

                            Parece não ser suficiente a proposta de Erikson que afirma: os velhos felizes são aqueles que olham para trás e se realizam tão somente por ver a obra social construída. Há inferências que podem ser retiradas do cotidiano e de estudiosos que apontam para uma necessária reinvenção da identidade. Parece haver uma nova tarefa humana a ser concretizada, após a independência dos filhos e a aposentadoria. É uma tarefa onde a deliberação pessoal conta muito e nesta nova proposta educacional surge um novo conceito educacional: a gerontologia. Um novo conjunto de orientações e oportunidades assumidas pelo indivíduo, e ou, facultadas pelo meio, deverá produzir alterações na identidade. Novos papéis sociais e o fortalecimento de funções pessoais conquistados graças ao tempo livre serão, possivelmente, os novos instrumentos de reinvenção da identidade.

                            Este novo movimento social da terceira idade, em torno de um acerto mais interessante para a sociedade e para aqueles que envelhecem, leva a uma mútua satisfação. O existir humano dos mais velhos deve tornar-se desejável para ser realizável. Poucos são aqueles que conseguem, graças a sua autonomia, gerir sua vida proveitosamente confiando tão somente nas suas próprias forças, e na satisfação de sua exclusiva inspiração.

                            Podemos concluir que a imagem passada a respeito do envelhecimento não é adequada com a realidade que observamos.

                            A partir de um programa de sensibilização e conscientização das pessoas para com o processo do envelhecimento humano, os preconceitos e estereótipos em relação ao envelhecimento se não forem eliminados, serão pelo menos diminuídos.

                            É necessário que haja o engajamento do idoso nessa luta, pois a sua transformação levará a mudança do estereótipo e preconceitos impostos pela sociedade.

                            Trabalhar com o idoso nos leva a uma revisão de vida e ao mesmo tempo, a uma perspectiva de vida diferente da que nos é imposta pela sociedade. O mesmo ocorre com o idoso.

 

 

 

 

                        "A MELHOR ÉPOCA DE SE PENSAR SOBRE A VELHICE É NA JUVENTUDE, PARA QUE POSSAMOS VIVÊ-LA BEM".

                                                 SKINNER VAUGHAN

 
Cristina Fogaça

15/02/2007