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Autores:

Daniel Gonçalves Boeckel

Especialista em Gerontologia social (PUC)

Odontogeriatria – CFO

Prótese Dental - UFGRS

Professor de Odontogeriatria – Ulbra Cachoeira do Sul e professor do curso de especialização Odontogeriatria ABO RS

 

 

Luiz Alberto De Lorenzi Arteche

Mestre em Periodontia - ULBRA

Coordenador do Curso de especialização de Odontogeriatria ABO RS

Especialista em Odontogeriatria

 

 

O Brasil juntamente com toda a população mundial vem sofrendo grande alteração em sua estrutura demográfica. Hoje somos a sétimo país em números absolutos de pessoas acima de 60 anos com quatorze milhões de habitantes nesta faixa etária.  A projeção é de 34 milhões de habitantes acima de sessenta anos para o ano de 2025. Frente a essa situação no ano de 2002 na Assembléia Nacional das Especialidades Odontológicas, nasce no país a Odontogeriatria,especialidade na qual atua na prevenção, tratamento e manutenção do sistema estomatognático de pacientes em processo de senescência.

Logicamente a estética dental está inserida na abordagem odontogeriátrica, exigindo um esforço muito maior do profissional, visto que temos a associação de diversas patologias de ordem sistêmicas e circulatórias que acabam aumentando as biomarcas do tempo na face do  paciente. Para dificultar mais ainda o próprio processo de envelhecimento é responsável por uma diferenciação entre os indivíduos, determinando padrões estéticos diferenciados e associados a cultura e condições socioeconômicas. Além disso, os índices de perda dentária, segundo o levantamento de saúde bucal da população brasileira 2002 – 2003, entre 65 e 74 anos, representam outro fator negativo, visto que nessa faixa da população temos um CPO – D de 27. Cabe ressaltar que o índice perdido é o de maior representatividade. Frente a esta situação de edentulismo em 57% da população brasileira acima de 65 anos utiliza prótese dental superior e 34% prótese total inferior, dispomos de diversas alternativas preventivas e restauradoras para manutenção e reposição de peças dentárias.

A promoção de saúde bucal, em programas bem difundidos que incentivem as pessoas a manterem seus dentes na cavidade bucal durante toda a vida é de fundamental importância juntamente com a reposição destas peças dentárias pela utilização dos mais variados tipos de prótese dentária.

As mudanças fisiológicas bucais como a progressiva atrofia da musculatura facial, uso de medicações de vários tipos, severa reabsorção e atrofia do osso auveolar, xerostomia associada as lesões na mucosa e a pobre higiene oral irão determinar nosso plano reabilitador. Segundo Xie et al. (1997) quanto ao grau de reabsorção ósseo-alveolar para desdentados idosos não há associação entre idade cronológica e sexo, mas sim a qualidade da prótese total usada até então.

Frente a atual situação de edentulismo a prótese total de idade avançada torna-se uma solução rejuvenescedora, já que além de repor dentes podemos fazer a reposição de lábios e diminuição de sulcos faciais causados pelo tempo. Com este tipo de reabilitação podemos ainda diminuir o perfil prognata mandibular e redimensionar toda a oclusão do paciente. A prótese parcial removível também cumpre sua função estética, pois são indicadas para restaurar função mastigatória, adequação do suporte oclusal, prevenir distúrbios temporo-madibulares e melhora  fonética. No planejamento destacamos algumas peculiaridades visto que o desenho da armação metálica deve ser o mais simples possível. Por tanto grampos anti-estéticos podem ser trocados por pequenos apoios palatinos ou linguais. Muitas vezes encaixes intra ou extra coronários para melhor efeito estético tornam-se inviáveis, visto que o paciente não consegue fazer a remoção e a colocação do aparelho para realização da higiene diária.  Sendo assim as selas devem ser pequenas; os conectores principais e secundários devem evitar contatos diretos com a gengiva. FEUTON (1994),sugere a associação entre prótese parcial removível e sobredentaduras para aqueles casos de pacientes com bruxismo e severa reabsorção óssea.

       
Outra excelente alternativa estética associada a reposição dos dentes são as overdentures, uma vez que possibilitam maior retenção e estabilidade. Porém, muitas vezes as overdentures para idosos, o inconveniente é o volume vestibular ou lingual provocado pela formação óssea no local da raiz residual, podendo resultar em uma imprópria posição dos lábios e língua.

Quando falamos em reabilitação oral com aparelhos fixos em odontogeriatria estética não podemos esquecer da possibilidade da arcada dentária reduzida em que se tem a presença apenas de oito pré-molares com contatos bilateralmente presentes. Sendo assim, essas peças dentárias podem oferecer soluções estéticas através dos sistemas adesivos atuais, tanto em restaurações diretas ou indiretas.

Por ultimo podemos ainda proporcionar estética e função para pacientes maduros com os implantes ósseointegrados. Não existe idade limite para utilização desta técnica, desde que as condições locais e sistêmicas sejam satisfatórias. O segredo das reabilitações protéticas com implantes dentários na III idade exige muitas vezes para soluções estéticas a necessidades de enxertos autógenos e um organizado sistema de revisão para manutenção periódica preventiva.  

Referencias Bibliográficas

 

BRUNETTI, R.F & Montenegro , F.L.B.In. Odontogeriatria: Noções de Interesse Clínico. São Paulo: Artes Médicas, 2002. 481p.

 

BUDTZ-JORGENSEN, E. Prosthodontics for the Elderly: Diagnosis and Treatment. Illinois: editora Qintessence, 1999, 266p.

 

FEUTON, Aaron H. Removable Partial Prostheses for the Elderly. The journal of Prosthetic Dentistry, Toronto, v72, n. 5, p 532-537, Nov. 1994.

 

PROJETO SB Brasil 2003. In_ Condições de Saúde Bucal da População Brasileira: Resultados Principais. Brasília: MS, 2002-2003. p. 9-61.

 

WHO.Active Ageing: A policy Framework. A contribution of world health organization to the second United Nations world on ageing. Madrid, Spain, April 2002.

 

XIE, Qiufei et al. Oral Status and Prosthetic factors related to residual redge resorption in elderly subjects. Acta Odontologica Scandinavica, Helsinki, v. 55, n 5, p. 306-313, oct. 1997.