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Autores:

Fernando L.B.MONTENEGRO*

Leonardo MARCHINI **

Jacy A. LEITE***Carlos E. MANETTA

* Mestre e Doutor pela Faculdade de Odontologia da USP- Coordenador Cursos Especialização - Odontogeriatria - ABENO/ABO/MOZARTEUM/UnG/UBC

** Mestre – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP -  Doutorando Instituto Ciências Biológicas –USP- - Docente -UNITAU,UNIVAP,ABENO.

*** Odontogeriatra - Especialista em Periodontia
2a Tenente-Dentista do Exército -Belém- Pará. -

**** Mestre / Especialista - Prótese Dentária –UNIP/ABENO/ABO

 

contato: fbrunetti@terra.com.br

 

 

CONFORME PUBLICADO NA REVISTA DA EAP/APCD- SJC, v.8,n.1,pg 12-15,Dezembro 2006(ISSN 1517-4611)  RESUMO

Este trabalho analisa a literatura concernente aos limpadores linguais, face à sua importância primordial não só na higiene bucal como em sua participação na qualidade de vida do idoso de uma forma complementar, mas não menos significativa. Buscou-se conhecer a maioria dos tipos disponíveis no comércio brasileiro e destes foi feita uma classificação por material de confecção e formato da ponta ativa. Obteve-se as seguintes conclusões: a limpeza da língua, particularmente nos pacientes acamados e nos idosos em geral mostra-se como medida necessária; a grande presença bacteriana nesta região parece ser fator significativo na contaminação pulmonar, muito freqüente nesta faixa etária; a higiene da língua l se mostra como um meio complementar de limpeza bucal muito eficiente na 3a idade; seu uso deve ser difundido entre todos os envolvidos com os cuidados de saúde com pacientes idosos e de todas as faixas etárias.

DESCRITORES

Gerontologia,Odontogeriatria,Higiene bucal,Limpadores Linguais

 ABSTRACT

 

This work has the objective to analyze the concerning literature about tongue scrapers (cleaners), due to its primordial place not only in the dental hygiene itself but by its participation, in a supplementary way, in the elder’s quality of life, the latter so important as the first one. We had contact with most of the types available in the Brazilian market and a classification was made by the material it is made and functional characteristics.. It could be conclude that: tongue cleaning, specially in bedridden patients and elders in general it is a necessary act; the enormous bacterial collection in this region seems to have a significant role in the pulmonary contamination, so frequent in these individuals;  tongue cleaning can be considered a very efficient method of oral hygiene in the 3rd  age; it use must be spread between all personnel involved in heath care with elder patients.DESCRIPTORS Gerontology,Geriatric Dentistry,Oral Hygiene, Tongue Skrapers (cleaners) INTRODUÇÃO

 

A realidade populacional mundial é de um constante e gradativo aumento do número de idosos,e no Brasil,a situação não é diferente,pois  projeções  do IBGE  indicam que esta parcela demográfica crescerá cerca de dezesseis vezes até 2050, contra apenas seis vezes das demais faixas etárias,assim os cuidados médicos para esta população devem estar centralizados essencialmente na melhoria da qualidade de vida, com especial atenção à prevenção de doenças e enfermidades(3)  .

Dentre os problemas de saúde que acometem pacientes idosos, um está relacionado diretamente com sua saúde geral, que é a nutrição, pois quando os pacientes apresentam próteses as quais estão desadaptadas ou mesmo são removidos, prejuízos ao Sistema Estomatognático se farão apresentar, pois estes pacientes passam a ingerir mais alimentos líquidos e pastosos, pela dificuldade de mastigação de alimentos mais consistentes que seriam necessários para um bom funcionamento do seu Sistema Digestivo, particularmente os alimentos fibrosos. (14).

Segundo  Brunetti & Montenegro 3 (2002 ) , o idoso está cada vez mais motivado para cuidar da saúde bucal, porque já percebeu que um número maior de dentes naturais na boca irá proporcionar maiores benefícios sociais e biológicos como a estética, a boa fonação, o conforto para mastigar e deglutir e, ainda, se deliciar com o sabor dos alimentos.

 Os meios mais significantes para uma correta higienização bucal  são o uso de escovas de dentes e  fio dental( mais escovas interdentais quando possível for) ,mas  mesmo que o paciente esteja acamado ou mesmo impossibilitado de realizar uma correta limpeza da cavidade bucal, é importante que seu cuidador saiba-a  fazer eficientemente.

Montenegro 16 (2004) afirma que, atualmente, a maioria da população, ainda não tem por hábito fazer a higienização da língua, porém esta é de fundamental importância, pois quando a sua estrutura não está devidamente limpa, fica recoberta por restos alimentares, bactérias, células mortas, o quê se denomina de saburra lingual ,a qual está intimamente relacionada com pneumonia aspirativa, mau hálito e a não-percepção do gosto dos alimentos, em decorrência das papilas gustativas estarem obstruídas por estos alimentares e células epiteliais linguais mortas,gerando  acréscimos de mais sal e açúcar na dieta,que irão dificultar o controle complementar da  hipertensão arterial e da diabetes mellitus,respectivamente(3,5,8).

Apesar do dorso da língua abrigar um dos mais complexos nichos microbianos ,só recentemente, novos conhecimentos têm emergido na relação entre biofilme lingual e dos fatores que influenciam este microambiente (21).

Muitas bactérias da placa dental bacteriana e das  amígdalas podem produzir compostos sulfurados voláteis (CSV) (dentre estes os ácidos butírico, propiônico, valérico e  a cadaverina) além do sulfato de hidrogênio (H2S), metilmercaptana (CH3SH) e sulfato dimetil (CH3SCH3), sendo que estes 3 últimos contribuem com aproximadamente 90% dos CSV encontrados no ar exalado pelos idosos ,por isto,ao buscar o tratamento das causas bucais da halitose, um dos meios primordiais ,é a remoção mecânica destes compostos e restos alimentares e celulares  com os  limpadores de língua (9,15, 25).

Existem dois tipos básicos de instrumentos para este ato no mercado brasileiro: os raspadores linguais, sejam de plástico ou metálico, têm um afinamento em sua ponta ativa, que raspa as papilas, delas removendo os restos citados anteriormente. Seu uso continuado, em pacientes idosos depauperados fisicamente deve ser feito com reservas, pois podem remover uma camada superficial sadia do epitélio lingual o quê lhes causará grande incômodo no dia-a-dia, mas poder usados regularmente para pacientes saudáveis de qualquer idade.

Os higienizadores linguais têm sua extremidade totalmente arredondada e polida, não causando qualquer dano, em condições normais de uso, ao epitélio lingual e papilas gustativas. Sua sinonímia seria limpador linguais, mas, no mercado brasileiro,se vê um conflito de nomes utilizados,devendo o profissional verificar o produto detalhadamente antes de o indicar aos seus pacientes(16). 

 REVISÃO DE LITERATURA

 

Afirma Mello 14 (2005) que a precupação com o mau-hálito dos indivíduos  é uma das mais difundidas na mídia e entre profissionais da saúde e indústrias,existindo um florescente- mas nem sempre bem informado cientificamente- mercado na atualidade,mas salienta que pouca ênfase é dada à higienização da língua que abriga milhões de microrganismos, e pode emitir um forte odor fétido.

O hábito de escovar a língua é plurisecular ,e os raspadores de língua já eram utilizados na Europa, no século XVIII, provavelmente sob influência oriental e confeccionados com cascos de tartaruga ou em marfim e instrumentos usados para esse fim também  foram citados  na África, América do Sul, Índia e Arábia e talvez isso se deva a fatores culturais, ou mesmo até pela desinformação acerca de tal hábito conforme pontuam Rowley et al.22 (1987),mas nos dias atuais seu uso ainda não se tornou popular, com poucas referências pregressas  na literatura odontológica,conforme afirmam Cerri et al. 4(2002) e Mello 14 em 2005.

Línguas sulcadas e fissuradas, bastante comuns nos idosos, favorecem mais os depósitos saburróides ajudando na instalação do mau hálito e por isto a higiene desses pacientes deve ser muito mais cuidadosa e detalhada, afirma Tarzia 25 em 2003.

 A saburra lingual formada se mantém aderida  por três motivos principais: aumento da concentração de mucina na saliva; células epiteliais descamadas; presença de microrganismos anaeróbios proteolíticos e sua  remoção  deve ser feita com um limpador lingual que permita um bom acesso à região do “V” lingual (que é mais estreita e de acesso mais difícil ) que é justamente onde se formam maiores depósitos.

Vettore 26,em 2004, observou que a doença periodontal aumenta em quase 20% as chances de um indivíduo sofrer  algum mal cardiovascular e esta associação pode ter graves conseqüências na saúde púbica e de forma direta  a relaciona com o acúmulo de microrganismos que se depositam na língua e demais estruturas da cavidade bucal.

Brunetti & Montenegro 2 (2002) explicam que 70% dos medicamentos normalmente ingeridos pelos idosos provocam uma diminuição do fluxo salivar e isto ainda prejudica mais a limpeza da  superfície lingual e que,quando a resistência do paciente está baixa, as bactérias da doença periodontal e da saburra podem infectar os pulmões e provocar pneumonias ,pois a  cada inspiração os pulmões recebem em  seu interior uma quantidade imensa de bactérias, incluindo a  Chlamydia pneumoniae e a Pseudomonas aeruginosa, que causam doenças respiratórias matando 83 mil pessoas por ano nos Estados Unidos, e que por isso os idosos  devem manter cuidados de higiene bucal ainda mais rígidos.

 A saliva também ajuda na limpeza da superfície lingual mas  os pacientes com idade avançada tendem  a utilizar mais medicamentos dois quais 70% são xerostômicos como, por exemplo: analgésicos, anti-hipertensivos, antidepressivos, ansiolíticos, antiparkissoniano, diuréticos,que levam os pacientes a se queixarem de boca seca (3) .

Não se pode esquecer de que tudo que altera o fluxo salivar aumenta a quantidade de saburra lingual e  afirma  Kolbe 13 (1999)  que   a escova de dente não foi desenvolvida para limpar a língua eficientemente pois pesquisas feitas em  3 universidades, comparando a quantidade de remoção da saburra com a escova de dentes e com os limpadores de língua, mostraram que enquanto a primeira remove 0,6 gramas ,o segundo retira 1,3 gramas ,denotando a grande eficiência dos raspadores nesta função.

Segundo Guerra et al. 9 (2000), ao analisarem 50 indivíduos  atendidos no Serviço de Geriatria do Hospital Osvaldo Cruz(PE),por meio de  entrevista associada ao exame clínico oral, observaram que 85,7 % não tinham hábito de ir ao dentista; 45% faziam escovação duas vezes ao dia e desses apenas 16% escovavam a língua regularmente,percentuais considerados  muito baixos para esta faixa etária.

Frare et al. 8  ,2000 observaram quais os problemas bucais mais freqüentes em idosos, em pesquisa realizada na Universidade Federal de Pelotas (RS), notando grande número de portadores de candidíase e periodontite severa e que  também foram encontrados muitos casos língua saburrosa e fissurada e péssimos cuidados com sua higiene bucal, justo numa idade onde deveria ser o inverso do observado.

Quirynen et al. 18 (1998) desenvolveram um estudo com 16 pacientes comparando escova e raspador na limpeza da língua e nas sensações de gosto para amargo, doce, salgado e azedo por 2 semanas . Tiveram como resultado que a quantidade de saburra diminuiu significativamente com ambos os aparatos. A sensação nos gostos melhorou  especialmente com o raspador  e também em relação ao conforto, capacidade de limpeza e preferência(pois 13 sobre 16 pessoas preferiram os raspadores linguais).

A comparação entre lacres plásticos e escovas dentais na limpeza lingual com 32 pacientes jovens por 6 semanas, através do uso de questionários, exames clínicos e fotográficos foi o mote da pesquisa realizada por Chaim 5 em 2001 .Os resultados demonstraram excelente aceitação e sensação de limpeza lingual com o raspador, sem apresentar ferimentos teciduais e menor reflexo de ânsia durante o uso,indicando-os com certeza para a   higiene da língua.

Seemann et al.23(2001) compararam 2 limpadores  em relação a  escova dental na limpeza da língua e redução dos CSV no hálito e demonstraram que os limpadores  foram mais efetivos (42%  na halitose) que a  escovação (33% apenas).Ponderam,de forma interessante, que quando a escovação da língua se faz com um dentifrício, há uma redução de hálito que perdura por  90 minutos .

Estudando 54 pacientes com mau hálito e saburra lingual, Hinode et al. 11 (2003) ,tiveram como resultados que o grau de saburra lingual foi significativamente correlacionado com quantidades de H2S, CH3SH e com o montante total de CSV, indicando que a saburra  está relacionada intimamente ao mau hálito e que o S-IgA da saliva pode influenciar o acúmulo de saburra lingual.

Comparando raspadores linguais, escovas  dentais e uso de gaze em 150 pacientes,Cerri et al. 4 (2002) demonstraram que o método que mostrou mais eficácia foi o dos raspadores e o mais ineficiente a gaze na limpeza,especialmente pela ânsia relatada pela grande maioria dos envolvidos em seus estudos.

Em 1999, Quirynen  et al. 19 conduziram programa de higiene bucal por 5 semanas em pessoas de 52 a 86 anos de idade, onde constataram  melhora na percepção do gosto doce e salgado com o uso de raspadores linguais. Este achado é de extrema significância, pois o sal e o açúcar geralmente são ingredientes restritos nas dietas recomendadas para pessoas idosas e anomalias do paladar podem afetar a saúde não somente pelos efeitos diretos sobre a ingestão de alimentos líquidos ou sólidos, mas também devido à privação de um dos grandes prazeres da vida,conforme Bartoshuk 1 (1978).Como na literatura e na Internet  existem diversos tipos de raspadores linguais bem como podem ser encontrados no mercado brasileiro com diferentes modelos,os autores deste trabalho julgam ser bom fazer uma classificação dos raspadores /limpadores/ higienizadores linguais no intuito de melhor orientarem os cirurgiões dentistas na sua indicação diária e  que podem ser assim divididos  quanto ao material do qual são confeccionados em primeiro lugar e o formato/disposição de sua ponta ativa  buscando  uma classificação o mais abrangente possível :     CLASSIFICAÇÃO DOS LIMPADORES LINGUAIS BRASILEIROS( em Dez  2006)  1. PLASTICOS:   1.1- Forquilhas  ;  1.2- Laminados;  1.3- Conjugados: 1.3.1- Com Escovas de Língua;1.3.2- Com Escova de Dentes;1.4- Infantis;1.5-Econômicos“plásticos”(*);2.METÁLICOS :2.1- Raspador  profissional; 2.2- Higienizadores;  2.3- Econômico;3.BORRACHÓIDES    3.1- Acoplados à Escova de Dentes(**)(*) Incluem: Papel recoberto por camada “plástica”e lacres plásticos de medicamentos 

(**)Consideram-se os lacres internos de alumínio em  latas  de leite em pó ou similares.

 DISCUSSÃO 

No experimento de De Boever & Loesche 7 (1996), a limpeza da língua foi associada ao uso de clorexidina, o quê, per si, pode explicar a redução de 74% das bactérias na língua  e seus resultados  estão em acordo com Menon & Coykendall 15 (1995), que também demonstraram alterações na microbiota bacteriana após raspagem lingual, e concordante com observações de  Quirynen et al. 18,20 (1998,2001) pois as  inumeráveis depressões  na superfície lingual são nichos ideais para adesão e crescimento bacteriano, dificultando  as ações de limpeza.

O efeito da limpeza lingual na sensação do gosto não tem sido extensivamente examinado mas Heiderich 10  já afirmava,  no início do século passado(1906), que a  higiene da língua  aumenta a acuidade do gosto em pacientes geriátricos pela remoção dos restos aí depositados, no que concordam Kina 12 (2004) e Brunetti & Montenegro 3 (2002). Os aparatos para limpeza lingual têm um perfil não popular  para  Rowley  et al. 22  (1987). A observação da redução da ânsia com o uso do raspador quando comparado à escova, porém, muitas pessoas aceitam a escova como instrumento de limpeza lingual devido ao fato de não necessitarem comprar e usar um instrumento adicional na limpeza bucal afirma Christensen 6  (1998). 

Quanto à limpeza dos botões gustativos é unânime entre os autores, que eles devem ser desobstruídos para que assim o paciente tenha uma melhor acuidade gustativa, principalmente nos  pacientes idosos hipertensos e diabéticos, pois poderão  sentir melhor o gosto dos alimentos não abusando assim de sal e açúcar , respectivamente.

Foi possível confirmar com a maioria dos  autores consultados  que a limpeza da língua só traz benefícios para o paciente e citando Yaegaki & Sanada 27 (1992)  pode-se confirmar que uma correta higienização da língua  acaba por melhorar a qualidade de vida do idoso,em especial,pois vai prevenindo ou atenuando conseqüências  de diversas  doenças sistêmicas incidentes nesta fase de seu viver,no que concordam   Parajara & Guzzo 17 (2000) e Tanaka et al. 24 (2004).

Quanto ao uso dos raspadores linguais ainda existem informações contraditórias, pois alguns fabricantes e mesmo autores  aconselham que sejam trocados a cada três meses e  outros a cada 6 meses,enquanto os metálicos durariam por toda  vida,ainda que devam ser manipulados com muito mais  cuidado pelo pacientes, afirmam Kolbe 13 (1999) e Montenegro 16 (2004). Já quanto à freqüência de uso também aparecem  pontos de conflito,pois alguns  autores  aconselham que o uso seja feito sempre após cada escovação, em contra partida à outros que   indicam  ser  a   limpeza lingual importante apenas na escovação matutina. Devido a estas contradições, fazem-se necessários  estudos mais específicos quando à descamação/reposição do epitélio lingual em idosos,especificamente.

Todos estes empecilhos, longe de gerar desânimo, apenas nos motivam ainda mais em aprofundar conhecimentos sobre este tema, que julgamos ser de fundamental importância na qualidade de vida do idoso, dentro de sua área de envolvimento. CONCLUSÕES

 

 

Baseado nos dados levantados nos parece lícito chegar às seguintes conclusões:

 

1.A limpeza da língua, particularmente nos pacientes acamados e nos idosos em geral mostra-se como medida necessária ,face à grande incidência de pneumonia aspirativa nos indivíduos nesta  condição clínica. Um alerta quanto aos pacientes mais debilitados e no correto emprego pelo corpo de enfermagem/cuidadores ,se faz necessária.

2.Esta limpeza diminui a formação bacteriana nas porções posteriores da língua,normalmente grandes depositários de saburra e muito pouco atingidas pelas escovas de dente,um meio claramente ineficiente nesta atividade;

3.O limpador lingual se mostra como um meio  de limpeza  muito eficiente na 3a idade e seu uso deve ser difundido entre todos os envolvidos com os cuidados de saúde com pacientes idosos, bem como na mídia leiga,face à importância de seu uso desde a infância..   REFERÊNCIAS  BIBLIOGRAFICAS

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