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Pesquisadores sugerem plano de ação contra o aquecimento global



Por Luiza Bragion
06/07/2007

Visando combater problemas que afetam a geração de energia, agricultura e a vida no planeta, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) acaba de apresentar propostas para o Plano de Ação de Enfrentamento das Mudanças Climáticas, que está em elaboração pelo governo federal.

 

O objetivo do Plano é organizar, em esfera nacional, todas as ações referentes às questões do Aquecimento Global e seus desdobramentos sociais, econômicos e ambientais, promovidas pelo governo brasileiro, além de propor iniciativas coordenadas com as já existentes e que somem esforços para reduzir o impacto das mudanças climáticas.

 

Nomeado como secretário executivo do FBMC, Luis Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reuniu-se com pesquisadores de instituições governamentais, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e órgãos como o Greenpeace para debater a estruturação do plano e sugerir medidas de incentivo à produção renovável de bens de consumo, redução da emissão de gases e adaptação às mudanças no clima, que parecem ser inevitáveis em um futuro próximo.

 

A proposta, organizada em três eixos, orienta as atividades governamentais, a criação de rede nacional de pesquisa sobre clima e a fundação de um órgão nacional de políticas climáticas. Inclui metas para reduzir o desmatamento, taxação diferenciada para veículos, segundo o nível de consumo, e consolidação do programa de biocombustíveis. Outras sugestões são a contabilização oficial das emissões evitadas, o estabelecimento de índices mínimos de eficiência energética para automóveis, a aceleração do reflorestamento das áreas de preservação permanente e o estímulo à energia renovável.

 

Para Pinguelli Rosa, o maior problema ambiental brasileiro é o desmatamento. “O governo reduziu o desmatamento nos últimos dois anos - constata ele - mas não basta. Precisa diminuir mais”. As duas grandes emissões de gases no país (gás carbônico e metano) são conseqüências do desmatamento praticado pelos setores energético e agropecuário, devido à mudança do uso da terra da floresta amazônica e devastação do cerrado. O segundo maior desafio apontado pelo pesquisador é o consumo de energia. “Aumentamos o uso de carvão mineral na geração elétrica, o que é negativo, já que estamos saindo da hidroeletricidade”, afirmou.

 

Antes de chegar ao governo, a proposta do Fórum terá um longo caminho a percorrer, passando pelos ministérios de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores, Minas e Energia e Casa Civil. “Estamos buscando estímulo à pesquisa, financiamento para professores, pesquisadores e estudantes que se dedicam às mudanças climáticas e ambientais. As propostas estão aí, agora o governo decide o que pode ou não ser feito”, concluiu Pingueli Rosa.

 

Especialistas debatem abordagem da mídia sobre mudanças climáticas

 

Em meio à mobilização de diversas entidades brasileiras no combate ao aquecimento global, a Unicamp sediou em junho, um Fórum Permanente com o tema Mudanças Climáticas e Mídia. Especialistas em meio ambiente e jornalistas científicos discutiram como os veículos de comunicação, sejam eles jornais, revistas, televisão ou internet, estão abordando os fenômenos climáticos e informando a população sobre as últimas pesquisas na área. Entre os presentes no encontro, divergiram as opiniões sobre o assunto, mas de modo geral, analisou-se bastante o jornalismo de ciência no país.

 

Para Carlos Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e autoridade científica brasileira em clima, a mídia está cobrindo o tema mudanças climáticas com equilíbrio: “Embora com muita intensidade, a imprensa está agindo com menos sensacionalismo e tons de tragédia. Acho que o público está tendo acesso a informações com equilíbrio e veracidade”, afirma Nobre.

 

No entanto, segundo Eduardo Viola, da Universidade Nacional de Brasília, a relação entre cientistas da área e jornalistas é de grande complexidade. “Não se pode dizer que houve grande avanço na cobertura jornalística sobre o tema. No caso do Brasil, que procura acompanhar todos os acontecimentos mundiais, a comunicação é satisfatória, mas enfrenta um grande problema, que é o baixo nível cultural do público”.

 

Para Viola, a informação sobre mudanças climáticas ocupa dois planos, o da climatologia e a área de economia política mundial. “Posso afirmar, com toda certeza, que a mídia aborda com mais freqüência assuntos ligados à climatologia. Isso porque muitos jornalistas que cobrem ciência têm dificuldade em lidar com contextos qualitativos. Falar sobre economia e política requer uma formação social mais aprofundada”, alerta.

 

De acordo com Jurandir Zullo Jr., coordenador do Centro de Pesquisa e Ensino em Agricultura (Cepagri) da Unicamp, o jornalista assume papel fundamental no discernimento do público em relações às notícias de ciência e tecnologia: “Mudanças climáticas e aquecimento global são temas que geraram muitas divergências dentro da comunidade científica. É preciso saber diferenciar o que é meramente opinativo do que é baseado em reflexões e observações científicas. Esse é o maior desafio dos divulgadores”, afirma.

 Fonte:Com Ciência - SBPC/Labjor